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El Corte Inglés alerta para o desafio de concorrer com gigantes como a Amazon

El Corte Inglês
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O presidente do El Corte Inglés entende que o combate à concorrência desleal tem que ter uma base internacional e não de um único país.

O presidente da El Corte Inglés, Dimas Gimeno, está a aproveitar o 48º Fórum Económico Mundial, em Davos para alertar para os desafios que o setor da distribuição enfrentam perante a concorrência, em condições desiguais, com gigantes de vendas online como a Amazon.

De acordo com o jornal El Mundo, Dimas Gimeno, que integra a delegação espanhola em Davos, está a tentar consciencializar os governos da União Europeia para o problema da concorrência desleal, e a unir as diversas forças do setor da distribuição para este problema, que lembra que se trata de um setor que gera muitos empregos, é um grande contribuinte.

Nos diversos contactos que tem estabelecido refere que o contributo da Amazon não é comparável com o do seu grupo, mantém de cerca de 100 mil trabalhadores e gera de negócios que representam 2,5% do PIB espanhol, além disso, a Amazon não está sujeito a determinadas regras, nem horários, o que leva a uma concorrência desleal.

Dimas Gimeno participa pela primeira vez em Davos, e apesar de já ter exposto o problema da concorrência desleal junto do governo espanhol, acredita que o desafio ganhou tais dimensões que deve ser debatido no exterior e com parceiros internacionais.

O presidente do El Corte Inglés não coloca o desafio como uma guerra contra os distribuidores online, mas, sim uma oportunidade para alcançar um campo de igualdade para todos, nos quais também são possíveis acordos entre distribuidores convencionais e gigantes tecnológicos. Uma prova disso é o acordo lançado no ano passado pelo presidente do WalMart, Greg Foran, com o presidente da Google, Sundar Pichai, ambos presentes em Davos.

Através deste acordo, o gigante de distribuição dos EUA pode comercializar seus produtos através da plataforma Google, em clara união de forças de ambos contra a Amazon.

Recorde-se que Dimas Gimeno não está sozinho nesta batalha. Na passada terça-feira a Associação Nacional das Grandes Empresas de Distribuição (Anged), de Espanha defendeu um novo quadro regulatório “moderno e flexível” para competir com grandes operadores online.

“Infelizmente, uma boa parte da legislação comercial foi ancorada no século XX, enquanto uma parte do comércio está sujeita a um espartilho estrito que afeta aspetos-chave como horários, impostos ou liberdade de estabelecimento, e os grandes operadores online permanecem à margem, convertendo estas limitações em vantagens competitivas”, afirma a Anged.

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