El Corte Inglés prepara a saída de 3000 trabalhadores. Reestruturação não afeta Portugal

Novo plano estratégico da companhia espanhola prevê fecho de lojas, corte nos custos laborais e diversificação de receitas. Portugal não é atingido pela reestruturação, mas fecho de grande parte da operação de retalho, por causa do Estado de Emergência, levou o grupo a recorrer ao lay-off abrangendo cerca de 1500 trabalhadores.

A cadeia espanhola de retalho El Corte Inglés aprovou nesta semana um novo plano estratégico que prevê a transformação ou fecho de lojas não rentáveis, com a consequente saída de 3000 trabalhadores, bem como a diversificação das fontes de receita e a melhoria das margens, avançou o jornal espanhol El Confidencial. A reestruturação não afeta o grupo em Portugal, mas o fecho do retalho, ditado pelo Estado de Emergência, levou o grupo a recorrer ao lay-off.

"A reestruturação afeta a principal empresa do grupo em Espanha, mas não o El Corte Inglés Portugal", garante fonte oficial da companhia em Portugal. Mecanismo abrange cerca de 1500 colaboradores.

Por onde passa a reestruturação em Espanha

De acordo com a imprensa espanhola, que considera esta a maior restruturação na história do grupo, a administração concluiu que a empresa precisava de uma mudança para se adaptar às novas necessidades dos clientes, uma transformação que já estaria a ser pensada, mas que a pandemia veio antecipar.

Tal como em Portugal, os sucessivos confinamentos obrigaram ao fecho das lojas em várias etapas ao longo do último ano, determinando agora o redimensionamento dos espaços e um ajustamento na força laboral.

O mesmo jornal avançou que a cadeia comercial deverá registar perdas igualmente históricas, acima de 500 milhões de euros, apesar de um "aumento exponencial" das encomendas através dos canais online.

O aumento das vendas por comércio eletrónico exige menos pontos de venda físicos, daí que o grupo se prepare para propor aos sindicatos a saída de cerca de 4% dos funcionários do quadro, num regime voluntário. Dos 3000 em perspetiva, 2500 trabalham nos shopping centers e 500 nos serviços administrativos. Segundo o jornal, o grupo tem cerca de 78 700 trabalhadores diretos e cerca de 100 mil indiretos.

Reportando-se a fontes financeiras, a notícia refere que o plano de ajustamento deverá custar cerca de 200 milhões de euros, uma verba que poderá ser proveniente das vendas imobiliárias que o grupo tem vindo a fazer nos últimos anos.

E Portugal?

No mercado português onde o retalhista espanhol tem dois armazéns, o Estado de Emergência, que levou ao confinamento geral, ditou o fecho temporário de grande parte da operação dos grandes armazéns e o recurso ao lay-off.

"Voltamos a recorrer ao mecanismo de lay-off para os trabalhadores da área de retalho encerrada pelo Estado de Emergência", adianta fonte oficial quando questionada sobre se o grupo tinha recorrido a este mecanismo à semelhança do que tinha ocorrido em abril do ano passado.

O lay-off abrange cerca de 1500 colaboradores, cerca de metade os mais de 3 mil que o grupo tem em Portugal, onde tem dois armazéns, em Lisboa e Porto, e "não é proporcional" ao fecho da operação, já que alguns trabalhadores foram apoiar outras áreas, como o ecommerce, refere.

"Parte dos trabalhadores está em lay-off, os trabalhadores do retalho alimentar estão todos a trabalhar, bem como os do ecommerce. Os colaboradores de serviços estão em teletrabalho".

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