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Em Amesterdão as encomendas também chegam de bicicleta

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A DHL Express já está a fazer entregas através de bicicletas em diversos mercados europeus. E Lisboa? “Temos de pensar.”

Se enviar uma encomenda para Amesterdão e usar os serviços da DHL Express há uma forte probabilidade de a entrega ser feita por uma das 64 bicicletas da empresa de correio expresso que diariamente circulam pela cidade holandesa. E com ganhos de produtividade face às tradicionais entregas com carrinha. “São quase duas vezes mais produtivas”, diz Ronald Leunisse, diretor-geral da DHL Express Holanda.

Esta foi uma das formas encontradas pela companhia para responder ao crescente número de entregas de encomendas em zonas urbanas, à medida que aumentam as compras online. Até 2030 a população mundial irá aumentar em mais de mil milhões, 60% estará a viver em cidades, e até 2022, praticamente todos os telemóveis terão ligação à internet, impulsionando as vendas no retalho para cerca de 2,1 mil milhões de euros, segundo dados do Euromonitor International, citados no relatório Redução das Entregas Last Mile: Estratégias Logísticas de Sucesso na Corrida ao Consumidor Urbano, da DHL. Os consumidores são mais urbanos, compram mais online, numa altura em que os temas da mobilidade nas cidades e a redução da poluição nos centros históricos ganham expressão.
Alemanha e Holanda são dois dos países onde a empresa recorreu às bicicletas para fazer as entregas “última milha”, ou seja, para o percurso final até que o produto chegue ao consumidor. Para isso, a companhia criou os city hubs, centros de distribuição mais pequenos e próximos da entrega, com ganhos de produtividade.

Na Holanda, a DHL está ainda a realizar dois pilotos (em Tilburg e Gronigen) na área do retalho, através de duas lojas DHL city hub, onde não só vendem produtos e serviços da DHL como têm ainda veículos que depois asseguram as entregas.

Desde 1997 que um desses centros é um barco. “Em Amesterdão, as ruas no centro da cidade estão cada vez mais congestionadas, por isso, estávamos à procura de soluções usando os canais, porque podemos chegar ao centro da cidade de forma mais rápida e fazer a última milha com as bicicletas”, justifica Ronald Leunisse. “As carrinhas na rua deparam-se com engarrafamentos, precisam de encontrar um lugar para estacionar e, especialmente em zonas históricas, nem sempre podem fazer a rota mais curta. Se combinar todos estes fatores, vê que a bicicleta que está a fazer a rota é quase duas vezes mais produtiva.”

Em Amesterdão, a DHL tem bicicletas que podem carregar um volume de encomendas até 125 quilos. “O nosso objetivo é ter uma solução carbono zero naquele código postal específico.”

Lisboa na rota?
Uma combinação entre barco e bicicleta que poderá ser adaptada a outras cidades. É o caso de Londres, com a empresa a admitir que poderá movimentar encomendas através do Tamisa, com o apoio de bicicletas ou carrinhas elétricas, diz John Pearson, CEO da DHL Express.

E Lisboa? “Não sei até que ponto está o desenvolvimento, mas tenho a certeza de que conceitos de veículos elétricos estão a ser discutidos para Lisboa. Se o conceito de bicicletas se adapta, temos pelo menos de pensar no tema”, adianta John Pearson. No mercado português a DHL Express tem uma frota de cerca de 200 veículos.

Em Lisboa, a empresa anunciou em outubro do ano passado um investimento de 40 milhões num novo terminal de carga no aeroporto da Portela. O novo centro, que irá funcionar como trânsito de carga para o norte de África, Angola e Moçambique, vai quadruplicar a atual capacidade. “Fizemos um investimento no Porto há uns anos, portanto, a operação em Lisboa é, no curto prazo, o nosso maior investimento”, diz o CEO. “Precisávamos dessa unidade para crescer, dando aos nossos colaboradores um bom local de trabalho, um sistema de handling mais eficiente”, reforça.

Em Portugal, a companhia tem 500 colaboradores, dez instalações e cerca de 350 pontos de entrega. Três aviões dedicados garantem diariamente a ligação com os grandes centros operacionais em todo o mundo.

“As nossas unidades em Portugal são para saída e entrada [de encomendas]. Temos uma operação muito boa em termos de veículos, pontos de entrega, cacifos. Estamos a dar inúmeras opções às pessoas na última milha. Portugal é um grande mercado de entrada de [encomendas] B2C e um mercado exportador muito bem-sucedido”, diz John Pearson.

*Jornalista viajou a convite da DHL

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