Igualdade de Género

Em Portugal há 3,3 mulheres por cada dez gestores

Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Eurostat divulga uma estatística bem conhecida de todos: em 7,3 milhões de posições de chefia, os assentos ocupados por mulheres são 2,6 milhões

As mulheres representam praticamente metade da força de trabalho da União Europeia. No entanto, continuam a ter pouca expressão em cargos de topo. Na UE existem 7,3 milhões de gestores: 4,7 milhões são homens, os restantes 2,6 milhões são mulheres.

Não são apenas menos. As mulheres continuam a receber salários inferiores aos entregues aos homens. Entre as posições de topo, a diferença é de 23,4%. Damos um exemplo: se um gestor homem receber 5000 euros mensais, uma mulher leva apenas 3830 euros pelo mesmo cargo, mostra o Eurostat.

As diferenças salariais, tal como o número de cargos ocupados por cada género variam ao longo da UE. Uma coisa é certa: há apenas um país em toda a União Europeia onde as mulheres ocupam mais cargos de chefia do que os homens: a Letónia.

Neste país da Europa de Leste existem 5,3 mulheres por cada dez cargos de topo. Logo atrás vem a Bulgária e Polónia onde a percentagem de mulheres é de 44%, na Irlanda desce para 43% e na Estónia 42%.

Em Portugal há 3,3 mulheres por cada dez cargos de gestão. Ao todo, contam-se 71 837 cargos de topo; as mulheres são 23 763 desta força de trabalho. A média está assim abaixo dos 35% registados no total da União Europeia e, não é só: em Portugal, cada mulher gestora recebe menos 25,9% do que um homem que ocupa a mesma função, também menos do que acontece na UE.

O registo de género em Portugal é, mesmo assim, superior ao registado na Alemanha, Itália e Chipre onde se contam somente 2,2 mulheres por cada dez cargos de topo. Estes países são os que põem menos mulheres na liderança.

Já em relação ao que pagam salários mais desiguais, a Itália repete o pódio, com um intervalo de 33,5%. Por exemplo, se a referência para um homem voltar a ser os 5000 euros, a mulher italiana leva menos 1675 euros para casa.

No caso português, para cada 5000 euros pagos a um gestor do sexo masculino, são pagos 3705 euros a uma mulher gestora. A diferença nacional é suplantada pela Hungria (33,7%), Itália (33,5%), República Checa (29,7%), Eslováquia (28,3%), Polónia (27,7%), Áustria (26,9%) e Alemanha (26,8%).

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