Embraer vai ter Clube de Fornecedores para apoiar PME

Embraer respondeu positivamente ao convite do governo e também criará um Clube de Fornecedores, como a Bosch já anunciou. Faltam os últimos detalhes

O governo lançou uma operação de charme para que a brasileira Embraer possa, à semelhança da Bosch, criar um Clube de Fornecedores em Portugal, gerando novas parcerias com pequenas e médias empresas nacionais, e abrindo caminho à criação de novos postos de trabalho. O chamamento não podia ter corrido melhor: governo e empresa já estão a estudar a forma como este grupo vai funcionar, anunciou esta quarta-feira, Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

"Fizemos uma proposta à Embraer para avançarmos para a inclusão no clube de fornecedores para que as empresas portuguesas reforcem as suas competências, inserindo-se nas cadeias de valor" do cluster aeronáutico, adiantou o governante, que abriu a Portugal Air Summit, que decorre até sábado em Ponte de Sor.

O governo acredita que a Embraer poderá trazer para Portugal o exemplo de parcerias anteriores que já realizou tanto em Portugal como no Brasil e que, além dos atuais fornecedores com que já conta em Portugal, possa também agregar "algumas dezenas de outras empresas" portuguesas. Algumas que já operam no setor da aeronáutica, mas também de outras que trabalham atualmente no setor automóvel e que têm novo incentivo para dar o salto para o fornecimento de componentes à aviação.

"A instalação da Embraer teve um desenvolvimento brutal do setor com várias empresas portuguesas a juntar-se. A nossa ideia agora é transformar estes investimentos âncora", detalhou.

O próximo passo desta parceria acontece nas próximas semanas com uma visita à Bosch, que já arrancou com o seu Clube de Fornecedores e com expectativas muito optimistas: espera-se que o projeto do Minho permita um reforço de 80 milhões de euros de compras da Bosch a PME portuguesas, 100 milhões de investimento e a criação de 300 novos empregos.

Pedro Marques, em declarações à margem desta conferência, não avança para já valores, mas admite o forte interesse da administração da empresa, nomeadamente de Paulo Marchioto, presidente da Embraer Portugal " em dar gás ao setor da aviação em Portugal.

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