EMEF. Empresa de manutenção de comboios prepara despedimentos

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro

A venda da EMEF, a empresa pública de manutenção de comboios, foi lançada em simultâneo com a da CP Carga, apesar de não estar incluída no programa de privatizações acordado entre o Governo português e a troika há quatro anos. E a ideia era anunciar o vencedor na quinta-feira, mas o Governo viu-se obrigado a desisitir da operação, mesmo tendo um concorrente de peso interessado: a francesa Alstom.

Em causa está um queixa apresentada em junho à Comissão Europeia pela empresa canadiana Bombardier, uma concorrente da EMEF em Portugal, que alega que o Governo deu subsídios/ajudas estatais de 90 milhões de euros à CP Carga, através da CP, o que seria contra as regras da concorrência comunitárias.

Ora, de acordo com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, esta queixa em Bruxelas inviabiliza por completo a venda da EMEF e atira-a para um pesado processo de reestruturação que levará a despedimentos e que atá pode significar o fim da empresa.

“A queixa interposta por um dos concorrentes à EMEF impossibilitou a privatização da companhia. Isto representa uma ameaça para o futuro da empresa. Este concorrente quer eliminar a EMEF do mercado”, adiantou o governante, quinta-feira, no briefing do Concelho de MInistros.

Segundo Sérgio Monteiro, “o plano de reestruturação tenta evitar a liquidação”, mas a privatiação teria sido a melhor solução porque a empresa passaria aser privada e a poder operar livremente no mercado.

Isto proque, hoje, a EMEF tem uma actividade muito dependente da CP e a CP não sõ não tem trabalho que chegue para ela como não tem capacidade para lhe dar garantias para ela se financiar nos mercados.

Por isso é que, diz Sérgio Monteiro, o Governo “já deu todas as instruções” para que a CP se possa defender desta acusação junto de Bruxelas, e já pediu para que a empresa apresente um plano de reestruturação que adeque “o nível de custos da EMEF ao nível de proveitos”.

Uma situação que “infelizmente, passa por um ajustamento forte do ponto de vista do pessoal”, remata Sérgio Monteiro.

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