Lisboa

EMEL vai gastar 2,6 milhões em 400 parquímetros novos

Foto: Globalimagens
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Empresa municipal prevê fiscalizar mais 20 mil novos lugares este ano. Número deverá subir para 150 mil em 2021.

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vai gastar 2,6 milhões de euros, mais IVA, na compra de 400 novos parquímetros.

O contrato, publicado esta quinta-feira no portal Base após concurso público, foi celebrado com a Sociedade Ibérica de Construcciones Elétricas e tem um prazo de execução de 2920 dias.

O contrato não revela em que zonas serão instalados os novos parquímetros – essa informação consta num anexo que não foi publicado – mas refere que a EMEL irá receber os primeiros 100 parquímetros no prazo máximo de três meses, e iguais quantidades nos três meses seguintes.

“O contrato tem a duração de 96 meses em virtude do benefício económico daí resultante e da vida útil dos bens em causa (…) uma vez que o prazo de 36 meses seria diminuto”, lê-se no documento.

A empresa prevê para este ano um aumento “muito significativo” do ritmo de expansão da sua área de intervenção na via pública, correspondendo às solicitações das freguesias, procedendo ao “ordenamento de quase 20 mil novos lugares na via pública”.

O plano de atividades para 2017 da empresa revela ainda que para ter capacidade para fiscalizar os novos 20 mil lugares vai criar a Academia EMEL, especialmente vocacionada para a “formação dos agentes de fiscalização”.

O objetivo desta academia é não só aumentar a sua “eficiência” mas também “muito especialmente, melhorar as suas competências relacionais com os automobilistas e os demais cidadãos”.

Em 2016, ano em que a área de intervenção foi alargada a todo o território do município, foram instalados 229 parquímetros, dos quais 135 novos e 94 recuperados, de acordo com o relatório e contas de atividades.

Em termos de fiscalização, os dados do documento apontam para um “significativo acréscimo dos desbloqueamentos entre 2014 e 2015 (+46,1%)”. Em 2016, subiram ainda mais para um total de 44.227.

O número de denúncias e avisos emitidos também registou um crescimento expressivo em 2016: mais 31,7% para 451.595.

As receitas decorrentes da atividade de fiscalização registaram, ainda assim, uma diminuição o ano passado. A dos bloqueios e remoções atingiram os 3,7 milhões (-3,6% do que em 2015) e a das contraordenações 1,8 milhões (-15,6%)

O número de dísticos dos residentes também não tem parado de aumentar. No final do ano passado já eram 64.764, contra apenas 41.577 em 2011.

Em 2015, a empresa explorava cerca de 52 mil lugares mas prevê que, em 2021, esse número ascenda a 150 mil lugares.

A EMEL tinha 500 colaboradores no final de 2016, mais 30% do que o número de efetivos em 2014.

1,2 milhões em vigilância

A EMEL publicou ainda mais quatro contratos no portal Base esta quinta-feira. Um no valor de 1,2 milhões de euros (mais IVA) para a aquisição de serviços de vigilância humana e remota por um prazo de 1095 dias. O contrato foi celebrado com a empresa Ronsegur após concurso público.

A empresa municipal de Lisboa adquiriu ainda uma “solução de operações de pagamento eletrónico” por 198,5 mil euros; sinalização vertical por 155,4 mil euros e novos equipamentos de impressão, cópia e digitalização por 140,1 mil euros. Ao valor destes contratos acresce ainda o pagamento do respetivo IVA.

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