EMEL paga 23 milhões por rede de bicicletas partilhadas em Lisboa

EMEL vai pagar 23 milhões de euros à Órbita para implementar o sistema em Lisboa, no prazo máximo de um ano, segundo o BASE

A EMEL, empresa pública de mobilidade e estacionamento, mais conhecida pela instalação e manutenção de parquímetros, vai implementar em Lisboa um sistema de aluguer de bicicletas na cidade, a lançar no prazo máximo de um ano.

O investimento na aquisição, implementação e operação do sistema de bicicletas públicas partilhadas em Lisboa é de 23 milhões de euros, segundo o valor do contrato entre a EMEL e a Orbita, empresa portuguesa fornecedora de bicicletas, segundo o contrato divulgado no Portal BASE e consultado pelo Dinheiro Vivo.

O contrato visa o fornecimento de bicicletas, o fornecimento e instalação de estações, a manutenção e limpeza das bicicletas, das estações e das docas, entre outros pontos. O sistema de bicicletas públicas partilhadas vai contar com uma frota de 1410 bicicletas, 140 estações e o rácio docas/bicicletas poderá variar, em casa estação, 1,50 e 2,50, conforme as propostas.

A localização definitiva das estações ainda será definida durante o decorrer dos trabalhos de implementação. Segundo os anexos presentes no contrato os pontos de instalação estarão sobretudo no centro da cidade e junto ao rio e também nos principais interfaces de transportes, como o Campo Grande, Entrecampos, Sete Rios, Alameda, Saldanha e Roma-Areeiro.

Numa primeira fase será implementado um mínimo de 10 e um máximo de 20 estações e respetivas bicicletas (tradicionais ou elétricas).

O contrato tem a duração de 108 meses (nove anos) para a implementação deste projeto, por se considerar que o benefício económico resultante do elevado investimento e vida útil das bicicletas justifica um prazo alargado, por se tratar de um serviço inovador de transporte urbano cuja adesão pode demorar e o facto da implementação da rede exigir alterações com impacto no espaço público.

Os 23 milhões de euros referidos estão divididos em várias componentes. O fornecimento de bens e serviços totaliza os 17,9 milhões de euros; uma segunda parcela, que não pode ultrapassar os 500 mil euros, será apenas acionada em caso de necessidade de reposição dos equipamentos. E uma terceira cláusula, de 2,2 milhões de euros, está relacionada com a eventual expansão da rede. 100 mil euros estão reservados para a reorganização da rede e ainda 2,4 milhões de euros refere-se a uma parcela que será faturada quando não houver incumprimento dos níveis de serviço obrigatórios.

O prazo máximo para a implementação do sistema é de 12 meses, onde se terá de disponibilizar o espaço público, preparar as infraestruturas, a produção e fornecimento e instalação de equipamentos e a conclusão de todos os trabalhos inerentes ao início da operação, diz o contrato.

A adjudicação deste contrato foi feita através de concurso público internacional, valorizando a proposta economicamente mais vantajosa mas tendo também em atenção a experiência de utilização da bicicleta, as componentes funcionais da bicicleta e também a imagem do projeto, segundo o contrato consultado pelo Dinheiro Vivo.

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