estacionamento

EMEL quer levar ePark para outras cidades do país

O epark diz logo onde o condutor está e permite fazer o pagamento de imediato. Foto: DR
O epark diz logo onde o condutor está e permite fazer o pagamento de imediato. Foto: DR

Empresa ambiciona que a aplicação sirva para mais do pagar parquímetros com o telemóvel. Quer que seja uma ferramenta de gestão de estacionamento.

O nome não engana. A EMEL é a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa. Mas isso não a impede de querer levar o ePark, a aplicação que permite pagar os parquímetros com o telemóvel, para outras cidades do país.

“Estamos em contactos com outras autarquias para que haja uma espécie de interoperabilidade e o ePark possa ser usado noutras cidades”, disse o administrador da empresa, João Dias, no lançamento oficial do epark que decorreu na semana passada.

A ideia é ambiciosa e permitiria estacionar o carro em Oeiras, Cascais ou mesmo no Porto e pagar através do ePark. A EMEL teria depois de fazer um acerto de contas com as respetivas câmaras, mas “tecnologicamente é possível”, comentou o mesmo responsável.

Para já, disse ao Dinheiro Vivo o presidente da EMEL, Natal Marques, vão começar a pensar nesta possibilidade com os concelhos limítrofes de Lisboa, mas depois podem ir mais longe, quem sabe para o estrangeiro, mesmo que não seja para já.

Leia mais: Não tem moedas? EMEL deixa pagar por telemóvel

“Esta app é do que melhor que existe, inclusive no estrangeiro, e é toda produzida em Portugal, mas ainda não pensámos em exportá-la para o estrangeiro. Vamos primeiro tentar sair de Lisboa”, disse.

De acordo com João Dias, os planos que a EMEL tem para o ePark são tudo menos pequenos.

“Gostávamos que esta ferramenta fosse mais do que um método de pagamento. Que fosse uma solução de gestão integrada para a cidade de Lisboa”, acrescentou.

Nos planos da empresa está, por exemplo, a possibilidade do ePark saber onde é que há estacionamento livre na cidade. “Nos parques isso é mais fácil e acreditamos que é possível no curto prazo, mas em Lisboa, apesar de ser um objetivo nosso nunca será imediato porque é preciso usar sensores em vez de câmaras porque as câmaras levantariam questões com a proteção de dados”, explicou.

Para João Dias isto seria uma ferramenta importante para a cidade porque “podia eliminar muito do chamado trânsito parasita, ou seja, aquele que anda às voltas à procura de lugar para estacionar e empatam o trânsito porque andam mais devagar e distraídos”.

Outra inovação que a EMEL gostaria de introduzir no ePark, e que será de certeza mais imediata, é a possibilidade pagar também os parques de estacionamento que a empresa gere e que são já 24 na cidade toda.

Segundo João Dias essa será a segunda fase do ePark e já está em desenvolvimento. “O que gostaríamos era que tudo isto estivesse integrado e que os parques também lessem a matricula e percebessem que era cliente ePark e depois descontavam as horas que tinha estado estacionado”. Ou seja, algo semelhante à Via Verde.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
coronavirus lay-off trabalho emprego desemprego

Empresas com quebras de 25% vão poder pedir apoio à retoma

Balcão da ADSE na Praça de Londres em Lisboa.

( Jorge Amaral/Global Imagens )

ADSE quer 56 milhões do Orçamento do Estado por gastos com isentos

Fotografia: Miguel Pereira / Global Imagens

Quase 42 mil empresas recorreram a apoios que substituíram lay-off simplificado

EMEL quer levar ePark para outras cidades do país