Automóvel

Emissões: Governo francês acusado de esconder detalhes sobre Renault

Renault poderá deixar de vender modelo Clio a gasóleo. Fotografia: EPA/IAN LANGSDON
Renault poderá deixar de vender modelo Clio a gasóleo. Fotografia: EPA/IAN LANGSDON

Três membros da comissão que investigou caso das emissões acusam Governo de ser conivente com a Renault

A Renault usou ou não dispositivos semelhantes aos da Volkswagen para enganar as emissões nos testes de homologação em alguns dos seus carros? Não, concluiu a comissão especial criada pelo Governo francês para analisar o carro. Só que o relatório está a gerar polémica porque terão sido omitidos detalhes importantes sobre como os automóveis da marca francesa alcançavam estes resultados.

Três dos 17 membros da ‘comissão Royal’ alegam ao Financial Times que o documento não inclui todos os detalhes sobre os factos descobertos no âmbito da investigação, inclusive o momento em que uma ‘armadilha’ no óxido de azoto (NOx) era fortemente acionada quando o modelo Captur estava a ser preparado para os testes de emissões. Isto não ocorria na condução real.

Os membros da comissão consideraram que esta situação não mostrava que a Renault estava a usar sistemas semelhantes aos da Volkswagen, alegando que só com investigação aprofundada é que se poderia entender o que se passava. Mas as omissões levaram os três membros a acusar o Governo francês de ser demasiado conivente com a marca francesa por causa da participação de 20% no capital.

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“O relatório foi escrito pelo Estado e eles é que escolheram o que ficou confidencial”, acusou Charlotte Lepitre, responsável do grupo ambientalista francês France Nature Environment, que criou esta comissão.

Um responsável do Governo francês negou as acusações, indicando que o executivo inclui as opiniões consolidadas dos membros da comissão. Mas outro responsável refere que o Governo “é sensível à imagem das marcas onde o Estado investe”.

O modelo da Renault registou emissões de óxido de azoto 11 vezes acima dos permitidos pela União Europeia em condições reais. A marca francesa acabou por chamar às oficinas cerca de 16 mil carros para corrigir esta situação, 100 deles em Portugal.

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