Emprego da construção em mínimo de 14 anos

O emprego do setor da construção atingiu, no último trimestre de 2011, o valor mínimo dos

últimos
14 anos, com apenas 418 mil trabalhadores ao serviço, anunciou hoje a
Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços
(AECOPS). Em termos médios, a construção empregou ao longo do ano 440,3
mil trabalhadores, o que representou 9,1% do emprego total nacional
contra os 9,7% um ano antes.

“O desempenho negativo do setor
está a agravar-se de dia para dia” , salienta a associação. “Muito negativa” é também a evolução dos 440,3 mil trabalhadores, em termos médios, para 418 mil no fim do ano. E que contribuiu, naturalmente, para o “aumento do desemprego oriundo da construção”, designadamente em resultado do “número crescente de insolvências que atingiu as suas empresas”, refere o comunicado da AECOPS.

A associação socorre-se dos números recentemente divulgados pela Coface e que indicam terem falido, em 2011, 1138 empresas da construção, correspondentes a 19% do total de insolvências apuradas e traduzindo um crescimento de 17,3% face a 2010.

Mas a quebra não se limita ao emprego. “É transversal a todos os indicadores da atividade do setor” e vai desde o número de empresas habilitadas a exercer a atividade (menos 9,7%), à confiança dos empresários (cai 64% face a janeiro, “confirmando o acentuado pessimismo” no setor), passando pela carteira de encomendas (apenas 4,1 meses de produção assegurada, “um valor invulgarmente reduzido) e pela utilização da capacidade produtiva (64,8%).

Até Novembro de 2011 foram lançados 139 novos concursos públicos, no
valor de 97,8 milhões de euros. Valores que correspondem,
respetivamente, a quebras de 21,5% em número e 77,1% em valor. Já o
nível das adjudicações, houve um ligeiro crescimento. Foram adjudicada
164 obras, mais 1,9%, no valor de 193 milhões de euros. Em valor a
quebra é de 55,3%.

Já o licenciamento de novos fogos habitacionais registou uma quebra de 31,6% a nível nacional nos primeiros 11 meses de 2011, sendo este valor de 54,6% no Algarve que “volta a ser a região mais assolada pela crise que atravessa o setor”, sublinha a AECOPS. Recorde-se que a área de atuação desta associação é, essencialmente, a sul.

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