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Empresa açoriana exporta peixes para o Japão e águas-vivas para Inglaterra

Flyimg Sharks. Fotografia:D.R.
Flyimg Sharks. Fotografia:D.R.

Empresa dos Açores exporta esta semana animais marinhos, com destino a aquários públicos no Japão e na Inglaterra.

Duas encomendas de animais marinhos capturados esta semana nos mares dos Açores partem da ilha do Faial com destino a aquários públicos no Japão e na Inglaterra.

Os animais foram capturados pelos colaboradores da “Flying Sharks“, uma empresa com sede na cidade da Horta, criada em 2006, que se dedica à captura e exportação de espécies marinhas para aquários de todo o mundo, mas sem recorrer a técnicas depredadoras.

“Enviaremos 16 águas-vivas, esse malfadado ser que muitas vezes é excomungado pela população, principalmente na altura do verão, para um aquário em Londres, e serão também enviados alguns pequenos peixes costeiros dos Açores para um aquário no Japão”, explicou à Lusa Rui Guedes, um dos coordenadores da empresa.

O responsável adiantou que a “Flying Sharks” tem encomendas até meados do verão, oriundas de França, Alemanha e Estados Unidos da América, que procuram espécies marinhas do Atlântico para serem expostas em aquários e oceanários.

“É um mercado muito interessante que tem vindo a crescer, mas é um mercado que está a mudar”, realçou o biólogo marinho, realçando que, cada vez mais, os aquários revelam preocupações com o bem-estar dos animais, com a forma de captura e até com as condições do transporte.

Rui Guedes garantiu que a “Flying Sharks” captura os animais que exporta (mais de 90% são enviados para o estrangeiro) apenas consoante as encomendas e que utiliza artes seletivas, de forma a provocar o menor impacto possível no habitat marinho.

A este propósito referiu que a empresa, composta maioritariamente por biólogos marinhos, explora o aquário de Porto Pim, na Horta, que se dedica, em parte, à recuperação animais marinhos feridos ou debilitados que dão à costa no arquipélago.

“No passado mês de junho foi-nos entregue uma tartaruga BOBA (careta-careta) que estava muito ferida, tinha uma lesão grande, tinha perdido 20% da sua carapaça e tinha uma ferida exposta feia e infetada. Em menos de seis meses conseguimos recuperá-la e prepará-la para ser devolvida ao mar”, observou o coordenador da empresa.

Além destas tarefas, a “Flying Sharks” está também a diversificar o seu negócio, disponibilizando trabalhos de consultadoria e formação para novos projetos de aquários e oceanários, como é o caso do “Áqua Rio”, um aquário que está em construção no Rio de Janeiro, no Brasil.

A empresa dedica-se, também, ao desenho e construção de unidades de transformação para o transporte de animais marinhos entre os aquários onde as espécies se reproduzem e os aquários que pretendem expor os animais.

“Durante o mês de março, temos o transporte de um peixe-gato, um peixe de água doce com cerca de dois metros e meio de comprimento, que será transportado entre um aquário de Saragoça (Espanha) e um aquário de Springfield (Estados Unidos)”, adiantou Rui Guedes.

Este biólogo marinho adianta que a captura de animais vivos acaba por constituir uma atividade complementar à pesca tradicional e uma “alternativa” à exploração do mar dos Açores.

“Aquilo que capturamos anualmente representa uma quantidade de animais muito pequena, em termos de biomassa, mas em termos de valor estamos a falar de muito dinheiro”, notou Rui Guedes, para quem o sucesso da atividade passa por fazer “do pouco, muito”.

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