Imobiliário

Empresa americana entra em Portugal e quer faturar 600 milhões

Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal. Fotografia: D.R.
Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal. Fotografia: D.R.

A Coldwell Banker entrou no país pelas mãos de Frederico Abecassis. Metas até 2022 são ambiciosas

A Coldwell Banker, rede imobiliária norte-americana, acabou de se instalar em Portugal, mercado para o qual já traçou como objetivos explorar 40 agências até 2022 e atingir nesse ano 600 milhões de euros de volume de vendas. A marca, que conta 111 anos de atividade, entrou no país fruto de uma parceria com a família Abecassis, que explorava já uma agência em Cascais, entretanto convertida em Coldwell Banker Luxus.

Para Charlie Young, CEO da Coldwell Banker Real Estate, “Portugal está no centro das atenções, é um dos países mais trendy do mundo, sofisticado, muito dinâmico a nível imobiliário e com um universo de valências que o torna um excelente destino de investimento”. A entrada da marca imobiliária norte-americana só agora se concretizou porque era necessário encontrar o parceiro certo e “a família Abecassis foi o catalisador para o lançamento do nosso primeiro master franchising em Portugal”, adiantou.

Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, está agora a trabalhar na abertura da agência de Lisboa, a segunda da marca. A rede deverá expandir-se no território nacional através da “conversão de agências já existentes” e de parceiros “alinhados com o ADN” da marca, ou seja, uma perceção do mercado imobiliário de nível internacional e em que os interesses do cliente se sobrepõem a todos os outros, referiu.

Como em regimes semelhantes, os parceiros terão de pagar royalties todos os meses, assentes numa percentagem da faturação, e, em contrapartida, terão acesso à marca, às ferramentas tecnológicas e de marketing e à rede internacional da Coldwell Banker. A imobiliária está presente em 53 países, com 3300 agências e 91 mil consultores, respondendo por mais de 727 mil transações por exercício, num valor superior a 229 mil milhões de euros.

Para este ano, o primeiro de atividade em Portugal, Frederico Abecassis estima um volume de negócios da ordem dos 60 milhões.

Forte procura

“Portugal é hoje um destino muito procurado pela maior parte dos estrangeiros” devido à “excelente relação qualidade preço, à segurança e aos incentivos fiscais e programa golden visa”, sublinhou Charlie Young. Neste cenário, o responsável considera que a Coldwell Banker irá dinamizar estes investimentos “não só na capital”, onde “os americanos já representam 6% dos compradores”, como em todo o país.

Para Frederico Abecassis, Portugal carece agora de projetos imobiliários de grande dimensão, para responder à escassez de stock, criar mais oferta para clientes nacionais e dinamizar o mercado de arrendamento. Na sua opinião, é de prever uma “valorização patrimonial contínua, embora não tão acentuada como a que se sentiu nos últimos anos”. Até 2016, o mercado contou quase em exclusivo com imóveis que estavam por vender desde 2008 – ano do início da crise -, e com projetos de pequena dimensão, que foram absorvidos pelo aumento da procura internacional e nacional, provocando o aumento dos preços.

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