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Portuguesa Aptoide já negoceia com Huawei para ser alternativa à Google

Aptoide | Paulo Trezentos | Álvaro Pinto
Paulo Trezentos, à esquerda, e Álvaro Pinto, à direita, são os dois fundadores da loja de aplicações Aptoide. Foto: Paulo Spranger/Global Imagens

Aptoide é uma das maiores alternativas à loja de conteúdos da Google, tendo mais de 900 mil aplicações e 200 milhões de utilizadores ativos.

A empresa portuguesa Aptoide, que tem aquela que é uma das maiores alternativas à loja de conteúdos Google Play, está a negociar uma parceria com a Huawei após a suspensão de serviços feita pela Google. A informação foi confirmada à DN Insider por Paulo Trezentos, diretor executivo da Aptoide.

“Vemos esta notícia como uma oportunidade interessante de mercado para criar uma parceria com a Huawei e resolver este problema que surgiu para eles. Estes contactos já vêm de trás, eu próprio já me reuni com um dos responsáveis da Huawei e o meu colega responsável pelo escritório de Shenzhen (China) tem andado em contacto. Quando saiu a notícia voltamos a falar para saber se havia aqui uma oportunidade de colaboração”, explica o CEO.

“Os contactos estavam vivos, temos trocado emails, temos feito reuniões e eles têm mostrado interesse, portanto reavivamos esse contacto”, acrescentou ainda o executivo português.

A Aptoide tem mais de 900 mil aplicações disponíveis na sua loja de conteúdos para o sistema operativo Android e tem mais de 200 milhões de utilizadores. A empresa já trabalha com três dos maiores fabricantes chineses de smartphones, nomeadamente a Xiaomi, Oppo e Vivo.

Leia também | Huawei já tem alternativa preparada caso não possa usar o Android

O modelo de uma eventual parceria não está definido, mas pode acontecer de duas formas: a loja de aplicações da Aptoide vir instalada de origem nos smartphones da Huawei ou a Huawei integrar, através de interface de desenvolvimento (API), os conteúdos da loja Aptoide na sua própria loja.

“Temos aqui vários produtos diferentes e é perceber qual o enquadramento que poderia ou não fazer sentido para eles”, atirou ainda Paulo Trezentos.

A Huawei já tem a sua própria loja de aplicações, mas a sua utilização está acima de tudo focada na China, onde os serviços da Google não estão disponíveis.

Excluída fica já a possibilidade de a Aptoide aceitar uma proposta de aquisição da Huawei, caso a situação da suspensão dos serviços da Google venha a manter-se. “Não faz parte do nosso horizonte a curto prazo, porque tal como esta oportunidade surgiu, estão sempre a surgir novas oportunidades nesta área e sentimos que este crescimento que temos vindo a fazer não tem parado. Temos ainda muitos desafios para endereçar antes de eventualmente pensar numa fusão ou aquisição”.

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