Digitalização

Empresa portuguesa vai digitalizar operação de aeroporto na Índia

controlo biométrico - aeroporto

O objetivo é "simplificar" a experiência, libertando-a do papel, desde o registo até ao embarque.

A empresa portuguesa Vision-Box assinou esta quarta-feira, em Lisboa, um contrato de oito anos com o aeroporto de Bangalore, na Índia, para digitalizar a operação daquela infraestrutura, no valor de “vários milhões de euros”.

Apesar de não revelar o valor exato do contrato, fonte oficial da empresa disse à Lusa que estão implicados “vários milhões de euros” para a implementação do autoembarque biométrico no aeroporto cuja operação ainda está “baseada no papel”.

Conforme indicou a Vision-Box, o objetivo é “simplificar” a experiência, libertando-a do papel, desde o registo até ao embarque.

Para isso, a tecnologia biométrica vai identificar os passageiros pelo rosto enquanto eles se deslocam pelo aeroporto, evitando paragens, bem como a apresentação de cartões de embarque, passaportes e outros documentos de identificação.

Segundo a empresa, o primeiro “marco histórico” da implementação será concluído no primeiro trimestre de 2019, tendo como primeiros utilizadores os passageiros da Jet Airways, da Air Asia e da SpiceJet.

Com a implementação desta tecnologia, o aeroporto em causa vai ser o primeiro, na Índia, a ter uma solução para as viagens aéreas sem recurso ao papel.

Em comunicado, o presidente executivo da Vision-Box, Miguel Leitmann, destaca que esta é a primeira experiência na Índia com a tecnologia de reconhecimento fácil e a maior a nível mundial.

Para Leitmann este é também “um passo significativo” para a campanha de digitalização do país, endossada pelo Governo local.

Por sua vez, o presidente executivo do aeroporto internacional de Bangalore, Hari Marar, garantiu que a tecnologia da Vision-Box vai permitir uma experiência “perfeita” aos passageiros, “sem obstáculos, filas de espera ou aborrecimentos”.

Este contrato celebrado, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, levou a tecnológica portuguesa a abrir uma subsidiária na Índia, prevendo contratar dez trabalhadores locais até ao final do ano, tendo ainda como objetivo estar nos quatro principais aeroportos indianos, no máximo, nos próximos dois anos.

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