Visita de Xi Jinping

Empresas aceleram acordos com a China

REN - Redes Energéticas Nacionais
REN - Redes Energéticas Nacionais

Xi Jinping chega hoje a Portugal para visita de dois dias. REN e Altice aproveitam a ocasião para reforçarem acordos com parceiros chineses.

O presidente chinês Xi Jinping fechará a visita de dois dias que inicia hoje em Portugal com a assinatura de 19 acordos. É a primeira deslocação do líder de um país que já investiu mais de 9000 milhões de euros na compra de participações em empresas portuguesas e que vem a Lisboa anunciar que esta aposta ainda não terminou e, pelo contrário, haverá um reforço das parcerias já iniciadas.

A REN, a gestora das redes energéticas nacionais, que esteve há seis anos, tal como a EDP, na estreia dos investimentos chineses em Portugal, pretende assinar esta terça-feira um novo memorando de entendimento com a China State Grid.

“Vamos fazer a assinatura de um acordo de cooperação que já vem na sequência de trabalhos anteriores desenvolvidos, e vamos continuar a colaborar na área científica, ao nível da incorporação de energia renováveis”, revelou Rodrigo Costa, presidente da REN, no seminário Road To China, promovido ontem pelo grupo Global Media.

Em 2012, a entrada da empresa estatal chinesa, que detém hoje 25% da REN, incluiu o estabelecimento de um centro de desenvolvimento conjunto de tecnologia, o centro Nester. O novo acordo deverá reforçar a aposta conjunta em investigação e desenvolvimento com novos projetos para áreas como a integração de renováveis, microgeração, e colaboração técnica tendo em vista a possibilidade de construção de uma interligação energética até Marrocos.

A Altice Portugal, comandada a nível europeu pelo empresário Patrick Drahi, também estará envolvida no reforço da aposta de empresas chinesas em Portugal, mas na área das telecomunicações. Chris Lu, presidente da Huawei Portugal, revelou que as duas empresas de telecomunicações vão amanhã assinar um acordo para o desenvolvimento conjunto de tecnologia 5G.

“Queremos que Portugal seja um dos primeiros países europeus a ter tecnologia 5G disponível. É importante para o crescimento da indústria”, explicou ao Dinheiro Vivo.

Com um quadro de pessoal em Portugal de mais de 100 funcionários, a Huawei foi também desafiada pela AICEP a aumentar o investimento em Portugal. O presidente da multinacional chinesa confirmou ontem a intenção de alargar operações no país.

A visita do Presidente chinês poderá ficar marcada por alguns anúncios de investimento produtivo no país, e já não apenas de compra de participações. O governo português privilegia a captação de investimento para as áreas da agroindústria, setor automóvel e tecnologias da informação.

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