Empresas de transportes com compensações de 248 milhões de euros em 2020

Procura dos transportes públicos caiu 56% em 2020 mas oferta diminuiu 3%, alega ministro do Ambiente, João Matos Fernandes. Em 2021, haverá até 190 milhões de euros para ajudar empresas de transportes.

As empresas de transportes públicos foram compensadas em cerca de 248 milhões de euros durante 2020. O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, indicou esta quarta-feira no Parlamento que a procura por estes transportes caiu 56% no ano da pandemia embora a oferta tenha tido uma redução de 3%.

"Entre março e dezembro, [a procura] reduziu-se em 56%, tendo sido mais acentuada no Metro de Lisboa. Contudo, durante 2020, a oferta de transportes públicos só diminuiu em 3%, sobretudo por causa da quebra de serviço efetuada em abril e maio. Por essa razão, apesar de episodicamente poder ter circulado uma carruagem mais cheia, a oferta superou largamente a procura, tendo sido possível assegurar a segurança das operações dos transportes", referiu o governante durante a audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Para compensar as transportadoras, o Fundo Ambiental aplicou 247,6 milhões de euros em 2020, "mais do que duplicando as verbas" de 2019, de 104 milhões de euros. Em junho, houve um reforço de 94 milhões de euros neste orçamento, para compensar as fortes perdas de procura durante o primeiro confinamento, em que os transportes chegaram a circular com apenas um terço da lotação.

Desde maio de 2020 que os transportes públicos têm de circular, no máximo, com dois terços da lotação máxima permitida.

No Orçamento do Estado para 2021, o programa para apoiar a redução do preço dos passes contava com uma verba de 238,32 milhões de euros. A contribuição estatal seria de 198,6 milhões de euros, mais 60 milhões do que estava previsto no Orçamento do Estado para 2020.

Mas o ministro Matos Fernandes anunciou também que "está alocada uma verba suplementar, até 190 milhões de euros, para, em função dos desequilíbrios provocados pela pandemia, apoiar as empresas, em 2021, e assim assegurar a continuidade das operações de transportes coletivos".

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