Empresas de transportes estão a renovar as frotas

Mercedes é das marcas mais vendidas
Mercedes é das marcas mais vendidas

As empresas transportadoras voltaram a renovar as suas frotas. Prova disso é o aumento de vendas de veículos pesados de mercadorias nos primeiros seis meses deste ano, quando comparado com igual período do ano passado, que foi de 50,8%, tendo sido vendidos 1220 camiões, de acordo com os dados mais recentes da Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP).

Para a Antram – Associação Nacional de Transportadores Públicos
Rodoviários de Mercadorias – “ainda não são números que revelem
normalidade no setor, mas tendo em conta os anos anteriores, que
foram muito maus, já estamos a chegar a níveis aceitáveis”.

Gustavo Paulo Duarte, presidente da Antram, explica este aumento
com “a ajuda da banca e das taxas de juro, que permitiram às
empresas pensar na renovação das frotas”, acrescentando que
“durante dois anos as empresas tiveram que fazer contenção de
custos e as frotas não foram renovadas”.

Apesar de reconhecer que a banca está a facilitar o crédito às
empresas de transportes – “afinal não há nenhum país sem
transportes” -, Gustavo Paulo Duarte lamenta que “este setor,
embora não represente risco, nunca está na moda para o crédito
bancário. Já foi a construção, agora é a agricultura, mas nós
nunca somos moda”.

No entanto, sublinha, “o crédito começa a olhar para o setor
como uma área em crescimento, que é vital para a economia”.

Mesmo com este crescimento do número de vendas no primeiro
semestre, o diretor da Antram não está muito otimista e revela que
a sua maior preocupação neste momento é o preço do gasóleo. “O
preço do combustível esteve estável, mas está outra vez a subir,
o que para nós é muito complicado, uma vez que esse fator
representa 40% dos nossos custos. Se continuar a subir, voltaremos a
ter dificuldades e haverá empresas a fechar ou a apresentar planos
de revitalização.”

Sem avançar números, Gustavo Paulo Duarte afirmou que “foram
muitas as empresas transportadoras que desapareceram nos últimos
dois anos”.

A grande questão, frisa, “é a tesouraria. Os nossos custos, o
combustível e o pessoal são pagos a 30 dias, não há outra forma,
no entanto, as maturidades para os nossos clientes vão de 90 a 120
dias, e muitos estão com problemas para cumprir com os pagamentos”.

Portanto, conclui, “quando o setor bancário auxilia e o preço
dos combustíveis está estável, o setor aguenta-se. Quando tudo
falha, as empresas fecham as portas”.

No total de veículos pesados, de mercadorias e de passageiros o
aumento da venda no primeiro semestre deste ano face ao ano passado
foi de 45,1%, com as vendas a situaram-se nas 1339 unidades.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
lisboa casas turismo salarios portugal

Turismo em crise já pensa no day after

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA

Governo estima que mais de um terço dos empregados fique em lay-off

Mário Centeno, Ministro das Finanças.
Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

Folga rara. Custo médio do petróleo está 10% abaixo do previsto no Orçamento

Empresas de transportes estão a renovar as frotas