Empresas de transportes públicos pedem compensação para subida do diesel e do salário mínimo

O aumento acentuado do preço dos combustíveis não é refletido no preço final cobrado aos passageiros.

Os operadores de transporte rodoviário privado estão a negociar com o Governo para que as subidas excecionais de custos passem a contar para atualização da remuneração que está prevista nos contratos de concessão.

Em causa está, nomeadamente, a subida dos preços dos combustíveis e o aumento dos salários, seja por via da subida administrativa do salário mínimo nacional, avança esta terça-feira o Observador, citando o presidente da ANTROP-Associação Nacional de Transportes de Passageiros, Luís Cabaço Martins.

Atualmente, a atualização tarifária tem por base uma portaria anual publicada pelo Governo que fixa a evolução dos preços com base na inflação. A última portaria entrou em vigor em 2019, sendo que os futuros aumentos ficaram suspensos durante a pandemia.

O Observador salienta que as empresas de transportes públicos de passageiros estão a caminho de recuperar o tráfego pré-medidas da pandemia - as quais condicionaram a circulação dos cidadãos. Cita dados mais recentes que apontam para um nível entre os 70% e os 80% em outubro.

Mas as empresas do setor enfrentam agora outro problema: o aumento acentuado do preço dos combustíveis que não é refletido no preço final cobrado aos passageiros.

Na opinião da ANTROP, o valor previsto para a inflação não chega para cobrir custos excecionais com a subida do preço do combustível.

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