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Empresas familiares querem crescer à boleia da inovação

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Uma das principais estratégias para o crescimento é investir em inovação. As empresas estão a capitalizar o crescimento e a reinvestir os lucros.

As empresas familiares da Europa têm planos para crescer. Para isso, uma das principais estratégias passa por investir na inovação, assim conclui o Barómetro Europeu de Empresas Familiares realizado pela KPMG.

Apesar de 73% das empresas se mostrar confiante nas perspetivas económicas para o próximo ano, a escassez de competências e a incerteza política são alguns dos problemas que enfrentam.

“As empresas familiares continuam a adaptar-se às realidades do mercado para crescerem. Mas o próximo desafio, delicado e crucial, passa por conseguirem dar escala às suas operações. O mundo dos negócios está cada vez mais ligado à escala global, pelo que as empresas familiares precisam de ter em conta o aumento da concorrência global nos seus planos de crescimento e expansão”, referiu Vitor Ribeirinho, deputy chairman da KPMG Portugal.

Uma das principais estratégias para o crescimento passa por investir em inovação. As empresas familiares estão a capitalizar o crescimento e a reinvestir os lucros. A maioria (86%) está a investir no core business, 83% em inovação e tecnologia e 81% em recrutamento e formação. Esta é também uma resposta direta a dois dos principais desafios identificados: falta de competências (53%) e aumento do custo do trabalho (36%).

Um terço dos entrevistados apontou a incerteza política como uma das principais preocupações. Para contornar o problema, estas empresas estão a adotar uma abordagem de longo prazo e a ser proativas na aquisição de talento.

Quanto à expansão internacional, este passo está a ser adiado. No inquérito deste ano, apenas 36% dos entrevistados reportou o aumento das atividades no exterior no último ano, em comparação aos 44% registados em 2017 e 65% em 2016.

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