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Empresas portuguesas aprofundam laços económicos com Marrocos

Armindo Monteiro é vice-presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal. (Fotografia: direitos reservados)
Armindo Monteiro é vice-presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal. (Fotografia: direitos reservados)

CIP sublinha importância de aproximar as empresas portuguesas a Marrocos para o desenvolvimento de negócios.

O vice-presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal reafirmou esta quinta-feira, em Lisboa, vontade em reforçar laços económicos com Marrocos, referindo que a CIP e a sua congénere marroquina (CGEM) concordaram em criar um grupo de trabalho para o desenvolvimento das relações entre os dois países.

“Faremos agora esforços na construção de um plano de trabalho para 2019 que reflita as prioridades das empresas e que permita um acompanhamento atento da atividade dos vários setores”, declarou. E, realça: “Há muitas oportunidades que ainda não foram exploradas e que ainda podemos fazer muito para reforçar os laços económicos bilaterais”.

Recorde-se que, em dezembro do ano passado, o primeiro-ministro António Costa vincou no encerramento da 13ª cimeira entre Portugal e Marrocos, em Rabat, que “para Portugal, Marrocos é o país onde começa a África e que para Marrocos, Portugal é o país onde começa a Europa.”

Armindo Monteiro falava no hotel Pestana Palace, em Lisboa, na sessão de abertura do Fórum Económico Portugal-Marrocos, perante uma plateia de governantes e representantes de entidades marroquinas, que estarão neste dia em contacto com empresas portuguesas para identificar potenciais oportunidades de negócio.

Na sua intervenção, apontou também os vários acordos setoriais assinados nos últimos três anos entre as associações portuguesas e marroquinas do setor têxtil – é o caso do acordo celebrado entre a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal e o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal com a sua congénere marroquina (AMITH) – e do setor automóvel – como é o exemplo dos acordos entre a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel e a Associação Nacional da Indústria de Moldes com a congénere de Marrocos (AMICA).

Oportunidades de negócio
“A nossa condição geográfica de proximidade faz dos nossos países vizinhos, sendo Lisboa a capital europeia mais próxima de Rabat”, disse ainda, referindo que ambos são “atores indispensáveis no diálogo euro-mediterrânico” e, por isso, “parceiros comerciais naturais”. “Marrocos é hoje o 12.º destino das exportações portuguesas de bens, e Portugal o 8.º fornecedor de bens a este país”, diz.

Recordando que, a União Europeia e Marrocos têm vindo a negociar “um acordo mais robusto” desde março de 2013, com o objetivo de aproximar o país ao mercado europeu, vincou, repetidamente, que “o Reino de Marrocos poderá contar com Portugal como um aliado Europeu na persecução dos seus objetivos comerciais e de investimento junto da União Europeia”.

Para o presidente da CIP, poderá desenvolver-se a cooperação entre empresas portuguesas e marroquinas nos mercados africanos onde já operam. “Do nosso lado, é conhecido o especial relacionamento com os países africanos de língua oficial portuguesa”, sublinha.

Destaca ainda a cooperação em desenvolvimento no âmbito do Conselho Consultivo Empresarial para o Médio Oriente e Norte de África da OCDE, em que acredita que “a CGEM e a CIP podem ter grande relevo” no desenvolvimento de “um diálogo estruturado entre os setores privado e público dos países integrantes”.

Esta iniciativa resulta de uma organização conjunta entre a CIP e a Confederação Geral das Empresas de Marrocos. Estão representados setores considerados estratégicos, como as tecnologias de informação e comunicação, a energia e sustentabilidade energética, automóvel e têxtil, entre outros.

*Última atualização às 10:50

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