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Empresas portuguesas vão ao México conquistar Airbus e Bombardier

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Dez empresas nacionais vão entrar no setor da aeronáutica mexicana. Primeiro teste chega em setembro

O México quer ter 420 empresas de construção, manutenção e produção de aviões e faturar 10 mil milhões na indústria aeroespacial até 2020. Com um crescimento de 21% ao ano, este país da América Latina já é considerado o novo Eldorado da aviação. E as empresas portuguesas também querem conquistar uma fatia do negócio.

“Nos últimos dois anos entraram 100 novas empresas portuguesas no mercado mexicano, muito ligadas à indústria automóvel. Agora queremos levar 10 empresas para o mercado aeroespacial, disse ao Dinheiro Vivo Pedro Nuno Neto, coordenador do Portugal Connect, um projeto lançado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso Mexicana. O financiamento virá dos fundos do Portugal 2020 de apoio à internacionalização, geridos pela Aicep.

A experiência de “conhecer pessoas, costumes, hábitos e até a gastronomia” será um trunfo para passarem a fornecer peças para os gigantes da aviação, diz a Neológica.

O primeiro passo é levar um grupo de empresas portuguesas à Aerospace Summit Mexico, que decorre em Querétaro – o estado que move 40% da indústria da aviação do país -, a 29 e 30 de setembro e que vai pôr os negócios nacionais frente a frente com grandes multinacionais como a Boeing, Airbus ou Bombardier – alguns exemplos entre as várias centenas que já se concentram naquele país.

A Neológica é uma das portuguesas que vai marcar presença nesta montra. Especializado na indústria automóvel, e a produzir moldes no México há quase 18 anos, Fernando Marques não tem dúvidas de que a experiência de “conhecer pessoas, costumes, hábitos e até a gastronomia” será um trunfo para passarem a fornecer peças para os gigantes da aviação.

Nos últimos dez anos, o México recebeu cerca de 2900 milhões de euros de investimento estrangeiro no setor aerospacial, o que lhe permitiu exportar mil milhões de euros em 2014.

“A aeronáutica é um mundo de grandes dimensões e temos consciência de que nunca poderemos fazer peças de 80 toneladas mas podemos ir até 22 toneladas”, diz o CEO da empresa com sede na Marinha Grande, que tem “moldes em aço para peças com até 1,5 metros” e vontade de agarrar esta oportunidade, mesmo sem experiência.

É também ao mundo automóvel que a Controlar vai buscar os conhecimentos e a vontade de escalar o seu negócio. Já trabalha com o México para quem fornece sistemas de testes eletrónicos e agora Fernando Leite quer replicar o modelo para convencer as grandes fabricantes de aviões.

“Sabemos que teremos de atravessar uma fase de validação, mas o mercado está a crescer muito depressa e as qualificações da engenharia portuguesa são muito bem referenciadas”, diz o presidente, assumindo que “as empresas que já operam no país não são totalmente desconhecidas e com o Portugal Connect, que abre portas com o stand na feira, será mais fácil entrar”.

Como? A estratégia é apresentada hoje com o anúncio da missão empresarial. Para já, além da Neológica e da Controlar, também está confirmada a presença da YAP e da Mecalbi, especialista em cablagem. Há ainda negociações “com uma empresa de componentes de autorádios” cuja confirmação ainda não está fechada.

Nos últimos dez anos, o México recebeu cerca de 2900 milhões de euros de investimento estrangeiro no setor aerospacial, o que lhe permitiu exportar mil milhões de euros em 2014.

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