Endesa aplica 727 milhões em projetos de transição energética em Portugal

A elétrica espanhola vai converter as centrais a carvão de Teruel em Espanha e do Pego em Portugal.

A Endesa que vai aplicar 727 milhões de euros em projetos de transição energética em Portugal, no âmbito dos Fundos Europeus de Recuperação.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a empresa espanhola precisa que os mecanismos de conversão das centrais a carvão de Teruel em Espanha e do Pego em Portugal também são o foco das iniciativas apresentadas.

"O CEO (Chief Executive Officer, presidente executivo) da Endesa, José Bogas, atualiza a estratégia da empresa para fundos de recuperação europeus e revela que a Endesa aumenta o valor agregado de todos os 122 projetos apresentados ao Governo para 23.300 milhões de euros, mais 22% do que os 19.000 milhões de euros iniciais", refere o comunicado.

Além destes projetos em Portugal, as iniciativas apresentadas hoje na assembleia-geral de acionistas pela Endesa focam-se nas energias renováveis, redes inteligentes, transportes sustentáveis, renovação e eficiência de edifícios, hidrogénio verde, mecanismos de armazenamento e flexibilidade".

Também durante a assembleia-geral, a Endesa "assumiu hoje mais um marco importante na sua estratégia de descarbonização, que já previa o objetivo de atingir 80% de toda a sua produção de eletricidade livre de emissões de CO2 até ao final da década", adianta.

A empresa também se comprometeu com "a descarbonização do negócio de produção de eletricidade em Espanha, que absorverá 4.500 milhões de euros nos próximos cinco anos para encerrar cinco centrais - duas já encerradas em 2020, duas previstas para 2021 e a última em 2027 - e construir até 5.720 megawatts de energia renovável".

"Esta carteira de projetos vai ajudar muito na recuperação do nosso país, criando 214 mil empregos acumulados e redução de emissões estimadas em 13,6 milhões de toneladas de CO2 por ano. Já o somos, mas seremos também, sem dúvida, um dos principais investidores industriais em Espanha nos próximos três anos e um dos principais motores da recuperação económica", destacou Bogas na sua intervenção, segundo o comunicado.

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