Energia

Endesa baixa preço em 5,6% para novos clientes em 2019

Nuno Ribeiro da Silva, Presidente da Endesa Portugal. Fotografia: Savio Fernandes
Nuno Ribeiro da Silva, Presidente da Endesa Portugal. Fotografia: Savio Fernandes

Novos tarifários da empresa entraram em vigor no dia 1. Deco fez as contas e concluiu que “Galp e Endesa têm agora tarifários cerca de 6% a 7% mais baixos” do que no fim de 2018.

Em dezembro, a Endesa foi a comercializadora de eletricidade que prometeu os maiores descontos nas faturas aos seus clientes para o ano seguinte: menos 6,3%.

Antes disso, já a ERSE tinha anunciado uma variação tarifária média de menos 3,5% para o mercado regulado, seguida de promessas de descidas por parte dos maiores operadores do mercado livre: a EDP falou em preços 3,5% mais baixos; a Goldenergy apontou para descontos de 4%; a tabela de preços da Galp para 2019 reflete uma descida média de 2,6%; a Iberdrola garantiu para este ano “menos 10% no valor final da fatura”.

No final de janeiro, o Dinheiro Vivo quis perceber se estas promessas estavam ou não a ser cumpridas. E, com apoio da Deco, não foi possível concluir que a descida média de 6,3% anunciada pela Endesa estava a ser aplicada, registando-se o mesmo em relação aos 10% prometidos pela Iberdrola, por falta de atualização dos tarifários.

A Endesa, presidida por Nuno Ribeiro da Silva, esclarece agora alguns números e a sua estratégia tarifária para 2019. Guillermo Soler Calero, responsável comercial da empresa, refere que a descida média de 6,3% comunicada para janeiro dizia respeito aos preços dos clientes já em carteira, que são cerca de 270 mil.

Fonte: Endesa

Fonte: Endesa

“Qualquer contrato anterior a 31 de dezembro 2018, na passagem para 2019, iria ver repercutida uma descida provocada pela atualização das tarifas de acesso. Trata-se de um valor médio apurado depois de analisados todos os clientes ativos”, afirma. Por isso, garante, alguns clientes mais recentes (últimos três meses) puderam sentir já no primeiro mês do ano descontos até um máximo de 11% (a totalidade da descida das tarifas de acesso às redes ditadas pelas ERSE) e outros de apenas 4%, consoante a data e as condições do seu contrato em particular.

Outra decisão tarifária da Endesa passou por manter durante os 31 dias de janeiro de 2019 os mesmos tarifários do ano passado, esclarece Guillermo Soler Calero. Desta feita, qualquer novo cliente que tenha assinado contrato com a elétrica ainda em janeiro, ficou com condições e descontos nas tarifas semelhantes aos clientes que já estavam em carteira até ao final de 2018.

A Endesa decidiu só atualizar a tabela de preços a 1 de fevereiro, data a partir da qual se confirma a queda, em média, de 5,6% nos preços de venda de energia a todos os novos clientes. Os novos tarifários foram comunicados à ERSE, à Adene e à Deco, estando já disponíveis nos simuladores.

Segundo simulações da empresa, no caso de um novo cliente que contrate um tarifário e-luz Simples (3,45 kVA de potência contratada e um consumo de 1821,6 kWh/ano) em fevereiro, vai pagar anualmente pela energia consumida 336,05 euros, menos 5,6% do que os clientes que já tinham o mesmo tarifário contratado antes, que pagam 355,92 euros/ano). O mesmo acontece na oferta Quero+Luz Simples: os novos clientes pagam pela energia 343,68 euros, menos 5,6% do que os clientes mais antigos (364,01 euros).

Mas atenção: estes são preços sem as taxas e impostos; somando essa importante parcela, o valor anual do tarifário e-luz Simples passa para os 466,31 euros anuais, e no Quero+Luz Simples a fatura total do ano é de 471,18 euros, revela o simulador da ERSE.

Segundo a Deco Proteste, “para os contratos que já estão em vigor não é possível avaliar hipotéticos aumentos ou reduções de tarifas, pois as condições são negociadas entre empresas e clientes e não são divulgadas”.

No entanto, ainda segundo a associação, os novos tarifários anunciados para 2019 podem ser comparados com as propostas dos comercializadores no final de 2018: “Para a tarifa simples das potências entre os 3,45 kVA e os 6,9 kVA (as mais comuns em Portugal), Galp e Endesa têm agora tarifários cerca de 6% a 7% mais baixos do que no fim de 2018. Ou seja, há uma política comercial mais forte para cativar os consumidores. O que não acontece com a EDP Comercial e Goldenergy. Nestas duas empresas, a atual redução ronda os 3,5%, ou seja, muito próximo da descida na tarifa regulada.

A Iberdrola, que era uma das opções mais económicas até ao início de 2019, ocupa agora o meio da tabela, com os novos tarifários a registarem um aumento de 4%, embora se mantenha abaixo da tarifa regulada. Já a ENAT e a Energia Simples têm ofertas mais caras do que a tarifa regulada. No primeiro caso, os novos tarifários reduziram cerca de 2% face a 2018. No segundo subiram cerca de 1%”.

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