correios

Enviar cartas fica mais caro já esta semana

Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens
Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Falha nos indicadores de qualidade o ano passado poderá levar a uma penalização e a uma descida de preços

Enviar cartas ou encomendas está mais caro desde o início da semana. Os CTT propuseram um aumento médio anual de 1,15% dos serviços postais, mas o valor poderá reduzir para 1,065% caso se confirme penalização da Anacom por falhas em dois indicadores de qualidade postal. Os Correios vão descontinuar a oferta de envelopes pré-pagos de Correio Azul e Correio Registado.

A proposta de aumento de preços apresentada pelos CTT cumpre com a determinação da Anacom que a subida não poderia ser superior ao valor da inflação. O operador postal propõe, por exemplo, que o preço base do correio azul nacional com peso entre 50 a 100 g reduza 5 cêntimos, para 1,15 euros, mas também que os envelopes de formato S de correio verde nacional aumente para 1,20 euros, ou seja, mais 5 cêntimos. Enviar encomendas ficará mais caro a nível nacional (+1,57%), bem com para o exterior (+0,74%) e o correio normal tem uma subida média anual de 0,77%, embora, neste último entre 1 de junho a 30 de setembro, os CTT proponham uma redução de 2,31%, para 51 cêntimos, repondo-se o valor de 53 cêntimos a partir do final de setembro.

Feitas as contas. “A proposta de preços apresentada pelos CTT para 2019 resulta de uma variação global média de 1,15% (ou seja, igual à variação máxima permitida), cumprindo a variação máxima de preços aplicável”, informa a Anacom. Mas esse valor poderá descer. Já que, em 2018, os CTT incumpriram com os valores mínimos de dois dos 11 indicadores de qualidade postal (encaminhamento do Correio Azul no Continente e o encaminhamento no Correio Transfronteiriço intracomunitário até três dias), tendo o regulador determinado em maio que os preços dos serviços postais terão uma penalização de 0,085 pontos percentuais, fazendo com que a variação máxima de preços permitida para este ano seja apenas de 1,065%.

Agilização de oferta

O operador postal também vai deixar de vender envelopes pré-pagos de Correio Azul e Correio Registado tanto a nível nacional, como internacional, proposta aceite pelo regulador. Medidas que visam “a agilização da oferta” e “simplificar os produtos de correio”, justifica fonte oficial da empresa ao Dinheiro Vivo. O Correio Registado pré-pago era um produto com uma “venda residual”, com “pouca aceitação, pois implicava uma deslocação à loja” para proceder ao registo; no caso do Correio Azul pré-pago, a empresa têm uma oferta semelhante, o Correio Verde, “um produto com as mesmas características mas com duas vantagens adicionais: é ambientalmente sustentável e não obriga a que o cliente tenha de fazer a pesagem do envelope”.

Os serviços de Correio Azul e Correio Registado (nacional e internacional) mantêm-se, sendo que, de acordo com a informação prestada pelos CTT, os atuais stocks de pré-pagos detidos pelos clientes podem continuar a ser usados até 31 de maio de 2020.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Ilustração: Vítor Higgs

Indústria têxtil em força na principal feira de Saúde na Alemanha

O Ministro das Finanças, João Leão. EPA/MANUEL DE ALMEIDA

Nova dívida da pandemia custa metade da média em 2019

spacex-lanca-com-sucesso-e-pela-primeira-vez-a-nave-crew-dragon-para-a-nasa

SpaceX lança 57 satélites para criar rede mundial de Internet de alta velocidade

Enviar cartas fica mais caro já esta semana