Água

EPAL assinala 150 anos com visitas gratuitas e água com sabores

Fotografia: direitos reservados
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Visitar os quatro polos do Museu da Água, em Lisboa, é grátis em todos os fins de semana até final do ano.

Visitar os quatro polos do Museu da Água, em Lisboa, é grátis em todos os fins de semana até final do ano, com a EPAL a distribuir durante o verão pela cidade água com sabores, também gratuitamente.

As iniciativas da empresa abastecedora de água de Lisboa (Empresa Pública das Águas Livres) assinalam os 150 anos da empresa, criada em 1868 para substituir outra que não conseguira aumentar o volume de água para Lisboa e que faliu, porque ninguém pagava água nessa altura.

Hoje, a EPAL, que conseguiu o melhor resultado líquido no ano passado, abastece milhões de pessoas com água de qualidade, como salientou o presidente da empresa, José Sardinha.

O responsável falava aos jornalistas durante uma visita aos vários polos do Museu da Água – a estação elevatória a vapor dos Barbadinhos, o aqueduto das águas livres, e os reservatórios da mãe d’água das Amoreiras e da Patriarcal.

José Sardinha lembrou que a empresa, que começou na monarquia, atravessou uma guerra colonial, a ditadura e duas guerras mundiais, para chegar hoje como das empresas mundiais com menos perdas de água (10%, menos de metade da empresa abastecedora de Londres), com produtos inovadores também a nível mundial, e a possibilidade de ter consumos de água bi-horários, caso pioneiro no mundo.

Uma evolução de 150 anos para comemorar até final de dezembro, também com uma conferência sobre a água, em outubro, também com concertos nas instalações do museu (em junho, agosto e setembro, igualmente gratuitos), com concursos, com passeios e com água para oferecer. Da torneira.

Pensando nos lisboetas mas também nos turistas, contou José Sardinha que a iniciativa “o pátio da água” consiste em, com carrinhas, criar pequenas esplanadas temporárias onde se vai distribuir água gratuitamente, com vários sabores, com diferentes temperaturas, sempre da torneira, para mostrar que em Portugal se tem “confiança nas infraestruturas” e que se pode beber água da torneira.

E porque da história faz parte o caminho da água até à cidade a EPAL conta abrir ainda este ano ao público (para visitas marcadas) mais uma galeria subterrânea, a chamada Galeria das Necessidades, que liga um chafariz perto do Museu Nacional de Arte Antiga à Lapa.

Se da EPAL faz parte uma das obras mais emblemáticas de Lisboa, o aqueduto das águas livres, faz parte também uma rede invisível de túneis, 12 quilómetros deles, alguns ainda hoje transportando água e outros, poucos (1,5 quilómetros), visitáveis.

Por eles pode entrar-se perto do Jardim das Amoreiras, passar debaixo do Largo do Rato, percorrer a Rua da Escola Politécnica, e depois sair inopinadamente por debaixo de um lago no meio do Jardim do Príncipe Real, ou ao lado de uma esplanada do Miradouro de S. Pedro de Alcântara.

Por eles, pelo aqueduto, pelos museus, conta-se a história da água do Rio Alviela, que era preciso fazer subir por máquinas a vapor que ainda hoje funcionam, dos projetos do rei D. João V de abastecer Lisboa de água, dos chafarizes que levaram ao desenvolvimento de novos bairros, dos impostos (sobre a carne, o sal, a palha e o vinho) para construir o aqueduto.

Ou a história da polémica à volta dessa construção, de Diogo Alves, o assassino do aqueduto que fez atrasar a abolição da pena de morte (D. Maria só assinou o decreto depois de Diogo Alves ser enforcado), dos palacetes construídos nos campos por onde ia chegando a água, dos três mil aguadeiros de Lisboa.

Tudo isso se resume hoje em dia na abertura de uma torneira em cada casa da capital e da água que sai, boa para beber. “Para chegar aqui são muitos anos de trabalho”, já tinha dito José Sardinha.

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