Espanha. H&M prepara saída de até 1100 trabalhadores. Portugal não é afetado

Em Espanha, no âmbito do ERE a cadeia planeia fechar três dezenas das 163 lojas que tem no país, bem como reduzir em 20% a força de trabalho.

A H&M está a preparar um processo de reorganização (ERE) em Espanha que prevê a saída de até 1100 colaboradores e o fecho de 30 lojas, parte de um plano de transformação da cadeia de moda sueca para responder ao aumento do consumo online na indústria têxtil. Portugal não é afetado por esta decisão.

"O processo de reestruturação que refere afeta apenas Espanha e não Portugal", diz fonte oficial da cadeia sueca em Portugal, em declarações ao Dinheiro Vivo. Em Portugal, a cadeia tem 29 lojas (28 H&M e 1 COS) e 784 colaboradores.

No final de março a H&M deu a conhecer da intenção de fechar cerca de 350 lojas, abrir perto de 100, resultando numa redução líquida de 250 lojas da rede de lojas da cadeia de moda sueca em todo o mundo, anunciou a marca no relatório e contas do primeiro trimestre fiscal de 2021. A H&M fechou o período com um prejuízo de 104 milhões de euros (dezembro a fevereiro deste ano), devido aos efeitos negativos da pandemia.

"A maioria das aberturas serão em mercados em desenvolvimento enquanto a maioria dos fechos serão em mercados já consolidados", precisou.

Em Espanha, no âmbito do ERE a cadeia planeia fechar três dezenas das 163 lojas que tem no país, bem como reduzir em 20% a força de trabalho.

"A H&M tem a intenção de manter o maior número de postos de trabalho possível. Para mitigar o impacto destas medidas, dar-se-à prioridade sempre que seja possível à rescisão voluntária de contrato, serão oferecidas possibilidades de recolocação e mudança e será colocado em marcha um plano de outplacement para os empregados que tenham de deixar a companhia", diz a empresa em nota citado pelo El País.

"É necessário realizar estas mudanças como um passo crucial para assegurar a sustentabilidade do nosso negócio a longo prazo", diz a H&M, que apesar do fecho das lojas mantém a sua estratégia de abertura de novos espaços, respondendo às mudanças de consumo dos clientes.

A cadeua está a apostar no reforço do ecommerce, cujas vendas cresceram 48% de dezembro a fevereiro deste ano, em relação ao trimestre fiscal homólogo. Globalmente, no período as vendas líquidas da cadeia atingiram os 3.912 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 21% em termos homólogos em moeda local.

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