Essilor Portugal exporta lentes para 20 países europeus

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Produzir um produto personalizado que chega às mãos dos clientes – em Londres, Paris ou Berlim – 24 horas depois da sua encomenda, é uma meta a que muitas empresas aspiram, mas este é apenas um dia normal de trabalho na Essilor Portugal.

Mais de 500 profissionais altamente qualificados produzem diariamente lentes de elevada qualidade na fábrica portuguesa da multinacional francesa. Três turnos diários asseguram os seu funcionamento 24 horas por dia, seis dias por semana.

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“Temos em Portugal o que existe de melhor a nível mundial na produção de lentes de qualidade, quer em termos de equipamentos, quer em termos de tecnologias, incluindo o mais importante neste processo: matéria humana”, diz Margarida Barata, diretora de marketing da empresa.

Na fábrica nacional da maior produtora mundial de lentes oftálmicas cerca de metade da produção destina-se à exportação tendo como destino os mercados de 20 países europeus.

A marca produz anualmente 430 milhões de lentes em todo o mundo e faturou quase 5100 milhões de euros em 2013, um crescimento de 1,5% face ao ano anterior. Em Portugal, esta unidade da Essilor tem uma faturação média anual de 100 milhões de euros.

A rapidez é essencial neste negócio, mas somente lentes com elevada qualidade saem da fábrica de Rio de Mouro, em Sintra. Para produzir uma lente completamente personalizada são necessárias entre seis a oito horas, ficando imediatamente pronta a expedir para qualquer ponto de Portugal e da Europa.

“Nós definimos o nosso serviço de maneira muito simples, que é entregar um produto de qualidade, num bom prazo, a um bom preço, e, de facto, são estes três factores que fazem toda a diferença”, diz João Lima, diretor-geral da Essilor Portugal.

O melhor exemplo desta eficiência é na produção e expedição de lentes para Inglaterra que chegam ao seu destino mais rapidamente do que as produzidas no próprio país.

A fábrica recebeu a visita de 60 ópticos britânicos esta semana, para assistirem à produção das novas lentes oftálmicas que atuam na prevenção das cataratas e da degenerescência macular ligada à idade (DMLI), que foram lançadas recentemente em Portugal e também em França.

O processo começa com a chegada da encomenda dos clientes, as óticas, com a descrição personalizada das lentes. Após o processamento da ordem de fabrico, a produção tem início: consoante a prescrição, a lente à la carte é cortada, polida e depois envernizada. Se precisar de ser pintada ou submetida a tratamento de anti-reflexo ou de anti-embaciamento, por exemplo, segue para a unidade de valor acrescentado, antes de ser expedida.

A qualidade final do produto é essencial, daí a necessidade de um acompanhamento constante da produção. “Além do final, também temos controlos intermédios de qualidade e este é um processo que se pretende robusto. Todos os dias desenvolvemos esforços para evitar o desperdício”, conta Rui Morais, responsável pela unidade de valor acrescentado.

Esta fábrica foi a primeira no mundo a produzir lentes oftálmicas de alto índice de refracção, o que permitiu substituir as grossas lentes fundo de garrafa por lentes de espessura reduzida. A operação portuguesa também aposta na investigação tendo sido a primeira a desenvolver tecnologia que permite a gravação a laser da assinatura de autenticidade nas lentes unifocais, de forma a prevenir falsificações.

Uns dos melhores exemplos do elevado grau de personalização da Essilor Portugal pode ser encontrado na sala da expedição, onde se preparam o envio das lentes para os clientes em toda a Europa.

“A maneira de dobrar a guia varia de país para país, por exemplo”, explica Jorge Almeida, responsável pela expedição. “Assim como o uso de elásticos: os países nórdicos rejeitam-nos por completo. Nós aqui trabalhamos à medida do nosso cliente”.

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