Estação Roma-Areeiro. Demorou dez meses mas finalmente foi desinfestada de ratos

Praga de ratos na estação de Roma/Areeiro deu origem a muitas queixas de passageiros e funcionários desde início do ano e só há um mês foi atacada

A propagação de ratos na estação de Roma-Areeiro, em Lisboa, foi alvo de uma ação de desinfestação no passado mês de novembro, vários meses depois de a praga ter começado a motivar a apresentação de queixas de clientes e utilizadores da infraestrutura, agravadas pelo facto da estação ter durante meses mantido as instalações sanitárias fechadas.

Apesar de todas estas queixas remontarem ao início do ano, o governo só recentemente é que reagiu às mesmas tendo aliás feito o mesmo com as solicitações que recebeu dos deputados da Assembleia da República sobre o tópico. As questões apresentadas em março só agora tiveram direito a resposta.

O problema foi levantada pelo grupo parlamentar de "Os Verdes" a 29 de março de 2016, quando questionaram o ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre a "presença de ratos na estação ferroviária de Roma/Areeiro", citando as "muitas queixas por parte dos passageiros e dos funcionários das lojas" mas também o facto de esta praga representar "um perigo para a saúde pública".

"Relativamente à situação da propagação de ratos, a última desinfestação realizada ocorreu a 14 de Janeiro deste ano", informava ainda o partido. À presença de ratos juntava-se então o facto das instalações sanitárias terem sido encerradas durante dois meses no início de 2016.

Foram precisos sete meses para o ministério responder às questões apresentadas pelos "Verdes", com as respostas a aparecerem pouco depois de finalmente ter sido ordenada uma ação de desinfestação na estação Roma-Areeiro.

"As instalações sanitárias públicas da estação de Roma-Areeiro foram temporariamente encerradas devido à mudança da empresa subconcessionária, responsável pela sua gestão. Esta alteração teve como objetivo a melhoria dos serviços prestados", começa por referir o Ministério sobre o fecho das instalações sanitárias, na resposta datada de 24 de novembro último.

"O antigo modelo de gestão, em vigor até dezembro de 2015, mantinha a responsabilidade pela limpeza, manutenção e reparação repartida por várias entidades", detalha.

Em relação às ações de desinfestação, a tutela começa por apontar que "as intervenções para o controlo das pragas obedecem a um planeamento e contemplam ações periódicas e serviços ocasionais, sempre que seja detetada a necessidade de realização de um serviço extraordinário".

Já sobre o caso específico de Roma-Areeiro, o ministério refere apenas que "com vista à resolução do problema de propagação de ratos na estação e no caso concreto da Estação de Roma-Areeiro, a última ação de desinfestação foi executada no passado dia 8 de novembro de 2016", dez meses depois da última desinfestação.

Sobre o porquê da praga ter persistido depois da desinfestação de janeiro ou sobre qualquer atraso em lidar com o problema, nada é referido. Mas o ministério assegura que as desinfestações que contrata são "realizadas por um prestador de serviços especializado, reconhecido no mercado e que dispõe de grande experiência nas intervenções realizadas nas estações ferroviárias" e que "sempre que seja detetada necessidade" podem ser solicitadas intervenções extraordinárias.

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