Energia

Estado estuda regresso ao capital da REN

Rodrigo Costa, CEO da REN Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Rodrigo Costa, CEO da REN Fotografia: Mário Cruz/Lusa

Entrada poderá ser pela compra de posição de um dos acionistas de referência, noticia o Expresso

O Governo está a estudar o regresso ao capital da REN, através da compra da posição de um dos acionistas de referência noticia o Expresso. O objetivo do Executivo seria contrabalançar o peso da chinesa State Grid, que detém 25% da empresa liderada por Rodrigo Costa.

Segundo o semanário, nas “últimas semanas” o Estado começou a explorar a possibilidade de comprar a posição de um dos acionistas de referência da REN, uma das hipóteses seria a detida pela Oman Oil, que tem 12% da empresa, fatia que poderia ter um custo na ordem dos 208 milhões. Valor que poderia ser um entrave à operação. Ainda de acordo com fontes ouvidas pelo semanário, a companhia não está recetiva à venda.

O regresso do Estado à REN foi posto em cima da mesa em janeiro, uma forma de, acordo com fontes ouvidas pelo Expresso, o Governo ganhar um capital de apoio à esquerda junto ao Bloco e PCP, partidos que se opuseram á privatização da REN.

Outra fonte aponta esta iniciativa à vontade de resolver a questão regulatória que está a impedir a OPA da CTG à EDP. Uma posição relevante do Estado poderia ajudar a mitigar o problema de separação entre produção e transporte de energia em que o Estado chinês está envolvido por ser o dono dos principais acionistas da REN e da EDP, através da State Grid e da CTG, respetivamente.

A eventual entrada do Estado poderia ajudar a resolver a questão da certificação como operador independente da rede de transporte de eletricidade, já que para obter essa certificação, os acionistas da REN terão de provar à ERSE que o controlo da companhia está desligado do controlo da EDP, empresa dominante na produção de energia em Portugal.

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