setor empresarial do estado

Estado injeta 300 milhões na CP e Metro de Lisboa

Estação da CP em Campanha. Fotografia:
Amin Chaar/ Global Imagens
Estação da CP em Campanha. Fotografia: Amin Chaar/ Global Imagens

Só a CP recebeu um reforço de capital superior a 200 milhões de euros

A CP e o Metro de Lisboa receberam uma injeção de capital de 298 milhões de euros no final de novembro para reforçar o seu capital estatutário. A operação foi publicada esta quarta-feira em Diário da República e toma efeitos no momento da publicação.

A Comboios de Portugal – CP recebeu a maior fatia deste reforço. Ao todo, a empresa ferroviária nacional conta com mais 212.191.523,48 euros, numa operação “a realizar pelo Estado por conversão de créditos detidos pelo Estado/Direção-Geral do Tesouro e Finanças, que vencer em 30 de novembro de 2016”.

Nos meses de março, junho e setembro de 2015 já tinham sido aprovados aumentos do capital estatutário na CP, a subscrever pelo Estado em numerário: o primeiro, no valor de 84,683 milhões de euros, foi integralmente realizado entre março e abril de 2015; o segundo, no valor de 535,5 milhões de euros, foi integralmente realizado entre junho e julho de 2015, e o terceiro, no valor de 63,3 milhões de euros, foi realizado entre setembro e novembro de 2015. A rubrica de registou, assim ao longo de 2015, um aumento de 683,483 milhões de euros, como detalha o último relatório e contas anual.

Por sua vez, o Metro de Lisboa recebe agora um reforço de 86.809.543 euros, em numerário. A empresa contava no final do ano passado com um capital de 1,82 mil milhões de euros depois de ter recebido um reforço de 189,3 milhões face a 2014, mostra o relatório e contas.

Os despachos têm de 30 de novembro e são assinados por Mário Centeno, ministro das Finanças, e o secretário de Estado adjunto e do ambiente, José Gomes Mendes. No caso da autorização da CP, é Guilherme W. Oliveira Martins quem partilha a autorização com o ministro das Finanças.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O empresário Joe Berardo à chegada para a sua audição perante a II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de maio de 2019. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Joe Berardo: “Tenho servido de bode expiatório”

Fotografia: José Carlos Pratas

CGA: desequilíbrio entre trabalhadores e aposentados agrava-se

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: José Sena Goulão/Lusa

Centeno assegura clarificação das dúvidas do BCE

Outros conteúdos GMG
Estado injeta 300 milhões na CP e Metro de Lisboa