Estado tem um mês para vender 11% da REN

Rui Vilar, presidente e CEO da REN
Rui Vilar, presidente e CEO da REN

O Estado formalizou ontem o lançamento da operação de venda dos 11% que ainda detém na REN e fixou uma data para a conclusão do processo: final de junho. Quer isto dizer que, daqui para a frente vai ser uma correria para a Parpública e para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que são os detentores das ações em nome do Estado, mas também para a empresa e para os bancos contratados para fazer a venda, o Merrill Lynch e o Caixa BI.

Todos estes intervenientes entram agora
na fase de road show, ou seja, vão literalmente tentar convencer os
investidores a comprar as 52 871 340 ações que a Parpública detém
e que representam 9% do capital, e os 5 868 660 títulos detidos pela
CGD, uma fatia de 1,1%.

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Além disso, terão de convencer dois
tipos de investidores diferentes. Isto porque a maior parte das ações
serão vendidas em bolsa através de uma operação de retalho apenas
em Portugal, coordenada pelo Caixa BI, e o restante será vendido
numa operação de bookbuilding a investidores nacionais e
estrangeiros, mas excluindo os EUA.

O preço das ações será definido
logo após o roadshow, ou seja lá para meados de junho, podendo
existir dois valores diferentes, um para cada tipo de operação. Só
depois desta fase é que se dá início ao processo de oferta das
ações e se saberá, por exemplo, quantas foram alienadaspor dia até
estarem todas vendidas e o processo estar concluído e o Estado sair
definitivamente da REN.

No início de 2012, o Estado vendeu,
por quase 600 milhões de euros, 40% da REN à chinesa State Grid e à
Oman Oil, que se tornaram nos maiores acionistas.

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