"Estamos a desenvolver iniciativas que visam ajudar ativamente clientes horeca"

Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, explica como o grupo está a ajustar o negócio e a comunicação na fase da pandemia.

A pandemia do covid-19 fechou o canal horeca, um dos principais canais de vendas do grupo Nabeiro Delta-Cafés, obrigando o grupo a reajustar o negócio. As novas circunstância também impactam a comunicação do grupo que tem no ar uma campanha de comunicação, Estamos Juntos.

Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, explica como o grupo está a reagir à pandemia e de que modo a comunicação se tem vindo a adaptar. "Estamos a desenvolver iniciativas que visam ajudar ativamente os nossos clientes, especialmente no canal Horeca que está a ser muito afectado com esta pandemia", adianta.

Saúde, família e emprego são as principais preocupações manifestadas pelos inquiridos de um estudo do GroupM, com 37% a referir que pensa retomar os projetos interrompidos logo depois do fim do surto, mas 22% a não ter a certeza quando irá fazer isso. Como é que se comunica perante esta incerteza e com este tipo de preocupações? O que têm procurado responder na vossa comunicação?

Numa fase como esta, cheia de incertezas e de medos, comunica-se através de mensagens claras, verdadeiras e transparentes. Só assim os consumidores reforçam a confiança na marca. A confiança de que, mesmo nestes tempos de incerteza para todos, continuamos com a certeza inabalável de que as pessoas - colaboradores, clientes e consumidores – são a razão que nos move há mais de 50 anos. Comunica-se empatizando com as preocupações de todos e reafirmando os nossos valores e a nossa forma de estar enquanto marca. Sem alarmismos, sem discriminações e com o humanismo que o momento exige.

Em termos concretos, temos procurado responder na nossa comunicação a questões práticas (como garantimos a protecção dos nossos colaboradores, como podemos contribuir para a segurança dos nossos clientes e consumidores, qual a disponibilidade dos nossos produtos, quais os tempos de entrega, etc.), dando a conhecer as adaptações que temos feito no nosso negócio para ir ao encontro das alterações que este momento a todos exige.

É nesse contexto que disponibilizámos no início de abril uma vasta gama de produtos do Grupo Nabeiro através do site Delta Q (mydeltaq.com). Do café ao chá, das cervejas ao vinho, do azeite às azeitonas, são muitas as opções que os consumidores podem encontrar na loja online, o que lhes permite fazerem as suas compras de forma conveniente, simples e rápida, sem terem de sair de casa, com entregas ao domicílio num prazo de 72 horas.

O novo espaço de compras surge como resposta do grupo à necessidade de disponibilizar os restantes produtos comercializados pela empresa face ao contexto atual vivido no país e reforçando as boas práticas junto da sociedade para contenção da epidemia Covid-19.

Em termos genéricos, temos procurado reafirmar os nossos valores e comunicar de uma forma positiva, proactiva e passar uma mensagem de esperança no futuro. Genuinamente acreditamos que, se cada um fizer a sua parte, todo o esforço de contenção terá resultados mais eficazes.

 

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Foi neste sentido que lançámos o filme “Estamos Juntos”, transmitido nas principais televisões nacionais e também no digital, com o objectivo de passar uma mensagem de esperança e de solidariedade a todos os portugueses e, de reafirmar o nosso apoio, em particular, aos profissionais ligados ao setor da restauração. Este filme pretende ser uma homenagem aos restaurantes, bares e cafés de Norte a Sul do País, reconhecendo o papel fundamental que têm no quotidiano que queremos todos retomar. Isso é ainda mais evidente se pensarmos que beber um café é um ritual muito enraizado na forma como desfrutamos da vida, presente no nosso dia-a-dia e nas mais diversas atividades, desde o trabalho ao convívio.

Consumidores pedem ações concretas das marcas - fornecer necessidades especiais básicas para pessoas carentes (94%) ou fechar lojas não essenciais para ajudar a impedir a propagação (93% - mas também mais comunicação, como fornecer mais informação sobre disponibilidade do produto (73%). Mas temos assistido a uma quebra global no investimento das marcas. No vosso caso, qual o impacto do Covid-19 no vosso bolo de investimento, na estratégia, nas opções de media onde investir?

Inevitavelmente todo o contexto nos obrigou a analisar o nosso negócio. Os impactos são sentidos por todos e, por isso, redefinimos a estratégia, realocámos investimentos e reajustámos os canais de comunicação. Se as vendas online estão a ser impulsionadas neste contexto, a comunicação no digital é crucial. Se as televisões atingiram picos de audiência, a comunicação na TV chega a mais pessoas. O impacto do covid-19 fez-nos adaptar os meios às circunstâncias actuais: por isso colocámos o filme “Estamos Juntos” no ar nos canais de televisão nacionais generalistas, reforçámos o foco no digital e mantivemos a presença em imprensa.

Televisões, plataformas oficiais e imprensa foram referidas como as fontes de informação mais fidedignas sobre o Covid-19. As redes apesar de usadas por 53% dos inquiridos é vista apenas por 5% como uma fonte fidedigna. Como comenta?

O fenómeno das “fake news” é um problema com o qual todos os intervenientes se devem preocupar e procurar formas ativas de o mitigar. Naturalmente defendemos que todos os agentes devem ter um papel que se deve pautar por prestar informação verdadeira e fundamentada ao seu público e nós, enquanto marca produtora de conteúdos, levamos esse papel muito a sério.

A questão das fontes fidedignas não é nova, nem exclusiva do tema Covid-19. Sempre existiu. O que as redes sociais vieram aumentar foi a rapidez e o alcance com que a informação menos fidedigna se dissemina. O que a pandemia actual veio aumentar foi o potencial disseminador de conteúdos, que se aproveitam do medo que este coronavírus acarreta, para fins potencialmente “menos informativos”. Esperamos que, pelo menos, esta actual situação deixe todos os intervenientes ainda mais alerta para a importância da confiança nas suas fontes de informação.

Dito isto, as redes sociais são também um canal importante na criação e manutenção da relação com os consumidores, conseguindo passar as mensagens adequadas a cada target de uma forma mais personalizada. Por isso, a Delta Cafés, a Delta Q e as restantes marcas do Grupo Nabeiro têm delineado uma estratégia contínua de interacção omnicanal com os seus consumidores, usando tanto o online como o offline, proporcionando contextos para um relacionamento de proximidade e confiança. Queremos continuar a fazer parte do dia-a-dia de todos os portugueses, comunicando sempre com verdade, ética e transparência e para isso faremos uso dos canais que melhor possam dar essa resposta.

Esta constatação está a impactar nas vossas decisões de investimento nesta fase de pandemia?

Mantemos a nossa aposta nas redes sociais e mantemos, acima de tudo, a coerência nas mensagens que veiculamos quer online, quer offline.

Em março, com as televisões a atingir picos de audiência houve uma quebra acentuada de investimento publicitário. Que explicação apontam?

No nosso caso, tal não aconteceu. Conforme mencionado anteriormente, redefinimos as estratégias e realocámos investimentos, mas não diminuímos a comunicação.

Estão entre o Top 10 das marcas mais referenciadas pelos consumidores nesta fase. O que sentem que levou a este reconhecimento?

Em primeiro lugar, sentimo-nos orgulhosos e agradecidos por esse reconhecimento. Isso significa para nós que os consumidores reconhecem o papel ativo que a Delta Cafés tem na sociedade: seja na disponibilização de produtos, na implementação de iniciativas com forte componente social, ou no verdadeiro espírito de parceria que temos com os nossos clientes. Este reconhecimento resulta da consistência das manifestações dos nossos valores ao longo dos anos e, na verdade, dá-nos ainda mais força para continuarmos a lutar por eles.

Depois das mensagens de 'fique em casa' e de agradecimento aos colaboradores, qual é o próximo passo para manter os níveis de notoriedade junto aos consumidores?

Vamos garantidamente continuar a comunicar com os nossos consumidores e com os nossos clientes pois queremos que tenham a certeza que podem contar, como sempre, com a Delta Cafés para, em conjunto, ultrapassarmos os momentos difíceis que todos vivemos.

Estamos a desenvolver iniciativas que visam ajudar ativamente os nossos clientes, especialmente no canal Horeca que está a ser muito afectado com esta pandemia, a encontrar soluções que lhes permita retomar a sua atividade adaptando-se às circunstâncias actuais.

Simultaneamente continuamos a desenvolver iniciativas para melhorar a disponibilidade de todos os nossos produtos para os consumidores finais. Em breve, anunciaremos estas novidades que acreditamos serem um contributo importante para a economia nacional e para o futuro do nosso negócio.

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