Aeroporto

Estrangulamento da Portela faz perder “centenas de milhões todos os dias”

Pedro Nuno Santos 
(EPA/STEPHANIE LECOCQ)
Pedro Nuno Santos (EPA/STEPHANIE LECOCQ)

Ministro das Infraestruturas traz Aeroporto do Montijo para o debate do OE. "É muito importante para o País", destaca.

O debate é sobre o Orçamento do Estado para as Infraestruturas e Habitação e o financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa até é privada, mas Pedro Nuno Santos não perde a oportunidade para trazer este projeto para a audição parlamentar desta segunda-feira. É que o aeroporto “é muito importante para o País” e o estrangulamento da Portela já tem um custo financeiro, destaca.

“Estamos neste momento a perder centenas de milhões de euros todos os dias porque o aeroporto não pode receber a quantidade de voos que procuram o País”, quantificou o ministro das Infraestruturas e Habitação, esta segunda-feira, no Parlamento, sublinhando o projeto que nascerá com a abertura do Montijo a voos comerciais permitirá “preservar a qualidade de vida e continuar o desenvolvimento do País”.

Pedro Nuno Santos lembra que o arranque das obras que vão reestruturar o aeroporto Humberto Delgado, com novas saídas rápidas e espaço de taxy-way, e o arranque da conversão da base militar do Montijo num aeroporto civil continuam dependentes de discussões sobre o ambiente. “O novo aeroporto é muito importante para o país. Está preso apenas ao debate ambiental e é muito importante que percebêssemos que o País perde” e que “se destrói a si próprio” sempre que se colocam em dúvida as localizações para receber esta infraestrutura, diz Nuno Santos – “já lá vão 17 localizações estudadas em Portugal e 50 anos”, diz.

O ministro, que está no Parlamento a debater o Orçamento para a área que tutela, reforça que “não temos direito de continuar a adiar o desenvolvimento do País”, esclarecendo que “todas as construções de grandes infraestruturas têm impacto ambiental”.

Em relação ao calendário, o governante recorda que “o investimento no Montijo foi alvo de uma declaração de impacto ambiental” feita por “uma entidade independente com técnicos qualificados” e que só ainda “não é definitiva porque a ANA ainda tem de responder”.

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