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Compra da TVI. “Estamos serenos. É altura dos reguladores se pronunciarem”

ACEPI Portugal digital Summit
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O Futuro das Comunicações reuniu representantes dos media, telecom e tecnologia no Portugal Digital Summit, no Meo Arena

“Estamos serenos. É a altura dos reguladores se pronunciarem”, reagiu João Epifânio, administrador da Altice Portugal, quando questionado sobre o adiamento da decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre a compra da Media Capital, no debate O Futuro das Comunicações, no Portugal Digital Summit, organizado pela ACEPI, em Lisboa.

O regulador liderado por Carlos Magno pediu na terça-feira mais 5 dias úteis à Autoridade da Concorrência para dar o seu parecer.

João Epifânio não quis comentar sobre qual o tipo de parecer deveria ser emitido pela ERC, se vinculativo ou indicativo, dado tratar-se de uma concentração de media e telecomunicações, debate que, segundo notícias vindas a público, estará a dividir os membros do conselho de regulação. “Vamos aguardar serenamente”, reforçou. “Não me vou pronunciar sobre o posicionamento do regulador”.

“Esta estratégia não é inédita, já a implementamos em três geografias onde estamos presentes”, lembrou sobre a operação de 440 milhões de euros.

Tal como foi notificada a operação foi considerada pela Anacom como podendo causar impacto ao nível da concorrência no mercado. O negócio vai colocar nas mãos do mesmo dono ativos digitais como o Sapo e o IOL? Será este um motivo de preocupação para o Global Media Group (o dono do Dinheiro Vivo), há vários meses consecutivos líder das audiências digitais?

“A nossa abordagem aos assuntos nunca é de preocupação”, começa por dizer José Carlos Lourenço, Chief Operating Officer do Global Media Group, lembrando o caminho feito pelo grupo ao nível da conquista da lideranças das audiências digitais nos últimos cinco anos (em que as audiências digitais do grupo cresceram 300%), mas reconhece que a junção do Sapo e do IOL é um “reforço de capacidade” e que, desse ponto de vista, “não é indiferente”.

“Iremos acompanhar”, disse o COO do Global Media Group sobre a operação, que aguarda parecer dos reguladores, não se sabendo ainda qual será o desenho final, na eventualidade de serem colocados remédios para a sua aprovação.

Qual o impacto do negócio da compra da Media Capital pela Altice ainda está por definir, mas a realidade com que vivem os media em Portugal é de 70% do investimento publicitário no digital ser encaminhado para plataformas internacionais como o Google e o Facebook. O que, lembra João Epifânio, não é uma “situação competitiva fair para os restantes competidores”.

Há 11 anos no Google, Philippe Colombet, head of strategic partnerships – News & Publishers, admite que desde que em 2002 a tecnológica lançou o Google News tem sido feito um caminho com os editores. “Temos que continuar esse caminho mas provamos que podemos ser parceiros”, assegura.

Pelo caminho, o Google lançou o News Digital Media, fundo com 150 milhões anuais, que financia projetos dos media. Um deles foi a plataforma Nónio. Um projeto que reúne 70 sites de seis grupos de media, criado no seio da Plataforma de Meios Privados, mas que a RTP “vê com muitos bons olhos”, assegura João Pedro Galveias, diretor de serviços digitais e multimédia do operador público.

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