Estas serão as profissões mais procuradas no próximo ano

Um estudo da empresa de recursos humanos Randstat lista as profissões e os setores que terão mais ofertas de emprego em 2023. Numa comparação entre 26 países do mundo, a análise conclui ainda que Portugal lidera nas ofertas de trabalho remoto com 8% das vagas a oferecer esta possibilidade, contra os 4,6% da média global.

2023 está à porta e o início de um novo ano é, também, altura de balanços e de repensar decisões de vida. O arrancar de mais 12 meses pode ser a altura ideal para uma mudança de carreira e para quem está a pensar em trocar de trabalho é imprescindível saber quais as melhores áreas para investir. Para ajudar na decisão, a empresa de recursos humanos Randstad acaba de divulgar um estudo no qual detalha quais as melhores áreas para investir nos próximos meses. As vendas e desenvolvimento de negócio, o atendimento ao cliente e a gestão financeira são as profissões que terão elevada procura no país no próximo ano.

O estudo Randstad Sourceright"s Global In-demand Skills Report, uma análise de tendências em 26 países da Europa, América e Ásia, indica ainda que, em Portugal, que as aéreas que mais estão a contratar são as tecnológicas: Business Intelligence, User Interface, Cibersegurança, Computação em Nuvem e Big Data.

Numa análise mais aprofundada, a empresa compara Portugal no espetro global e conclui que na área de vendas e desenvolvimento de negócio, a competitividade de mercado, comparativamente com outros países, é de 7%, situando-se acima da média global de 5,4%. Este parâmetro é calculado com base na percentagem de emprego que exige competências no ramo, comparado com os dados de oferta e procura.

Já no que respeita à gestão financeira, o país fica ligeiramente abaixo dos seus pares, assumindo uma competitividade de mercado de 2%, um ponto percentual abaixo da média dos 26 países analisados.

Por fim, nas profissões de atendimento ao cliente, a competitividade do país é de 9%, situando-se na mesma posição do ranking que os Estados Unidos (10.º lugar).

Trabalho remoto
A pandemia mudou os hábitos laborais e o trabalho remoto veio para ficar, sendo a preferência de muitos trabalhadores que, mesmo com o fim das restrições, preferem optar por este modelo. E esta é também uma das vantagens comuns às três profissões apontadas pela empresa de recursos humanos. "A possibilidade de trabalhar à distância tem um grande impacto na maior parte das ofertas de emprego. Segundo o Randstad Sourceright"s Global In-demand Skills Report, o trabalho remoto é um dos benefícios mais mencionados para algumas funções, como apoio ao cliente. Nesta área, Portugal posiciona-se no Top 3 dos países que mais oferece esta oportunidade (26%), ficando apenas atrás da Argentina (30%) e da Roménia (28%)", esclarece.

A empresa assume o trabalho remoto tem uma aceitação mais lenta em cargos de gestão financeira mas, ainda assim, Portugal posiciona-se assim da média global com 8% das vagas a oferecer esta condição, contra os 4,6% dos restantes países.

Já as ofertas de trabalho remoto para profissionais de vendas e desenvolvimento de negócio são mais elevadas, com a média global a apontar para 11,7% (18% em Portugal) das vagas a oferecer esta possibilidade. Os mercados que lideram esta categoria encontram-se na Roménia (29%), República Checa (27%) e Argentina (22%).

"Os mercados de trabalho estão mais competitivos do que nunca. A rotatividade não abranda e, cada vez mais, as empresas começam a deparar-se com a falta de profissionais capacitados para preencher determinadas vagas, sendo este um dos grandes desafios atuais das organizações. Um pouco por todo o mundo, os empregadores devem apostar em explorar novas formas de atrair e reter talento. Acresce que, numa era tecnológica como a que vivemos, a necessidade de upskilling e, em alguns casos reskilling, é uma realidade para adaptar a oferta às necessidades do mercado", adianta o estudo que, conclui,

Portugal, conclui o documento, "segue a tendência mundial no que concerne a procura e oferta de emprego nestas áreas, assim como revela ter vindo a apostar nos fatores de atratividade dos profissionais, seguindo a linha de características que o estudo aponta como fundamentais e posicionando-se em linha com outros países em estudo.".

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