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Este restaurante “pop-up” muda de dono a cada quatro meses

(Igor Martins / Global Imagens )
(Igor Martins / Global Imagens )

Através do "Kokotte", os interessados podem candidatar-se e aplicar um negócio de restaurante ou cafetaria, durante quatro meses para testarem projeto

No centro de Bruxelas, capital da Bélgica, há um espaço que permite que empreendedores testem o seu restaurante ou café na vida real antes de partirem para o negócio final.

Através do “Kokotte”, uma incubadora que se apresenta como um restaurante ‘pop-up’, os interessados podem candidatar-se e aplicar um negócio de restaurante ou cafetaria, durante quatro meses, de modo a perceberem quais as dificuldades no terreno e testarem a rentabilidade do projeto.

“Nós oferecemos ao candidato escolhido uma cozinha profissional equipada, com bom equipamento, cadeiras, mesas, e a renda [a pagar pelo empresário] é de 800 euros”, disse o gestor do projeto, Nicolas Duron, acrescentando que uma renda naquela rua custa “cerca de quatro mil euros”.

Além disso, explicou, este montante inclui ‘coaching’ e mentoria, adaptado ao tipo de negócio, nomedamente em marketing e segurança alimentar.

O “Kokotte” arrancou recentemente e já está a acolher, desde a semana passada, a “Chocolero’s”, uma chocolateria que se destaca pela decoração simples e moderna, mas sobretudo pelo ingrediente de eleição, o cacau orgânico, presente nos mais variados tipos de prato.

Sopa de abóbora com coco e cacau, saladas com ‘topping’ de cacau ou batatas fritas com molho de cacau e guacamole são alguns dos pratos pouco habituais que os clientes têm oportunidade de degustar neste espaço.

“Eu sou viciado em cacau e pensei em fazer um negócio com o meu vício”, disse o responsável pela “Chocolero’s”, entre risos, acrescentando que descobriu a oportunidade no início do ano, num jornal.

“Era uma grande oportunidade que eu não podia perder”, afirmou Pierrick Stinglhamber.

Questionado sobre como está a correr a experiência, Pierrick disse que “nos primeiros dias as pessoas estavam muito curiosas e entravam”, mas realçou que “não é fácil atrair pessoas em novembro” para dentro dos estabelecimentos.

Ainda assim, antecipou que “dezembro vai ser muito melhor”, com o Natal a chegar.

A “Chocolero’s” tem quatro funcionários, excluindo Pierrick, e está aberta de terça-feira a domingo.

Além da renda de 800 euros, Pierrick paga os restantes custos associados ao negócio, como os funcionários e os ingredientes necessários para a confecção dos pratos.

Após os quatro meses, se os candidatos quiser abrir um negócio definitivo, podem solicitar “apoio para encontrar o espaço adequado em Bruxelas”, salientou ainda Nicolas Duron, notando que se trata de uma fase de transição.

O “Kokotte” faz parte de um projeto designado “Smart Retail City Lab”, um laboratório de ideias que “desenvolve metodogias e soluções inovadoras para impulsionar o comércio local, envolvendo as partes interessadas”, explicou umas das fundadoras, Solenne Romagni.

Este projeto é cofinanciando pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional em 1,2 milhões de euros.

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