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Estes patrões pagam aos trabalhadores para viajarem de férias

Agua

De barco ou de avião, num cruzeiro por águas salgadas ou nos céus da Europa. Há empresas que mandam os funcionários fazer as malas. Por um bom motivo.

As fotografias recheadas de histórias sabem a sol e sal para os trabalhadores da BC Segurança. A empresa de Braga, especialista na distribuição de soluções de segurança eletrónica, ofereceu a toda a equipa uma viagem de nove dias a Cabo Verde, com estada num hotel de cinco estrelas com todas as despesas pagas. Esta é uma prática comum da marca, ou não fosse um dos departamentos da empresa chamar-se Departamento da Felicidade.

“O objetivo é ter uma área que se dedique exclusivamente aos benefícios para os colaboradores e trazer uma melhoria significativa de qualidade profissional e familiar à nossa equipa”, explica a diretora de marketing, Susana Barros. Todos os anos, os 32 funcionários são convidados a fazer uma viagem intercontinental caso os objetivos sejam cumpridos. Quem não tiver disponibilidade para viajar recebe um salário extra, o 15º mês. O destino é escolhido por voto maioritário. Punta Cana, Republica Dominicana, Cuba e México são alguns dos locais por onde os bracarenses já passaram.

“O sucesso de uma empresa é feito pelas pessoas, se houver um grande espírito de equipa e se as pessoas tiverem momentos para conviver, as coisas fluem de uma outra forma a nível laboral”, garante a responsável.
Esta filosofia é partilhada por Armindo Borges, proprietário da Ibersaco. É em Penamacor, uma vila pertencente ao distrito de Castelo Branco, que fica a fábrica de telas e embalagens. A 270 quilómetros da capital, no interior do país, trabalham 40 pessoas que fizeram a empresa atingir uma faturação de sete milhões de euros no ano passado, um crescimento de 29%. Em breve vão fazer uma viagem de duas semanas.

O destino é sempre surpresa. “Gosto de criar expectativa. Vou enviando uns comunicados com algumas pistas sobre o tipo de vestuário que devem levar, quantas horas de voo são, mas o destino só é conhecido quando chegam ao aeroporto”, explica o responsável. Canárias, Itália e Alemanha são países que fazem parte do reportório de anos anteriores. “Nunca ficamos hospedados em hotéis inferiores a quatro estrelas, porque esta gente merece. Há trabalhadores que nunca meteram os pés num avião, quanto mais num hotel”, garante. Na escolha dos destinos, Armindo tem sempre uma preocupação peculiar. “Procuro incutir aos meus funcionários cultura e conhecimento do mundo. Há pessoas que nunca saíram dali.”

Na Maia, os 14 trabalhadores da fábrica de têxteis Damaceno & Antunes estão habituados a receber vouchers de férias para usufruírem com a família. Mas neste ano o sócio-gerente Jorge Antunes trocou-lhes as voltas. A equipa foi presenteada com um cruzeiro de cinco dias no Mediterrâneo. “Decidi oferecer um presente diferente porque atingimos um objetivo de vendas que já tínhamos estipulado há muito tempo e foi também uma maneira de gratificar toda a empresa pelos anos de trabalho”, explica o responsável. O empresário da Maia atesta que a experiência é para repetir nos próximos anos, a destinos diferentes.

Armindo Borges considera que estes gestos deveriam ser intrínsecos a qualquer chefia. “Eu não lhes estou a dar nada, porque eles é que produzem. Partilhar com os trabalhadores é a obrigação de qualquer patrão”, conclui.

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