Estudo: Frota mundial de aviões deve encolher 15% em 2021

Um estudo da consultora americana Oliver Wyman antecipa que o crescimento da frota aérea mundial será lento nos próximos dez anos.

O setor da aviação civil é um dos mais afetados pela pandemia de covid-19. Quase um ano depois, as perdas são de milhares de milhões de euros e para tentar mitigar os efeitos da pandemia, as companhias aéreas implementam medidas como redução de pessoal, cortes salariais e diminuição das frotas. Um estudo da consultora americana Oliver Wyman antecipa que o crescimento das frotas aéreas, à escala mundial, vai ser lento nos próximos dez anos.

"A previsão é de que haja 36.570 aeronaves em 2031, o que pressupõe uma taxa de crescimento anual de 2,5%, um valor abaixo da previsão de 3,4% (até mais de 39 mil aeronaves) estimada para o período de 2020-2030, antes da pandemia, e com uma taxa anual de crescimento de 3,2% durante 2010-2020", diz a consultora em comunicado.

Em relação a 2021, que várias entidades acreditam que possa marca o início da retoma da atividade, embora ficando bastante longe dos níveis pré-pandémicos, a consultora defende que "a frota mundial de aviões seja de 23.715 unidades, um valor 15% inferior ao de janeiro de 2020, e que fica também abaixo das 28.800 aeronaves que, há um ano, se previa que a frota aérea mundial alcançaria nesta data".

"A frota mundial só vai alcançar a dimensão que tinha antes da Covid-19 depois de 2022 e graças ao recurso a aviões de menor dimensão, destinados a rotas domésticas. O número de aeronaves maiores, para voos internacionais, só depois de 2024 voltam a atingir os valores registados antes da pandemia, devido às restrições impostas às viagens transfronteiriças", acrescenta.

A Oliver Wyman nota que o novo coronavírus levou a um diferimento das projeções em pelo menos dois ou três anos. "Não se espera por isso que a procura de passageiros atinja os níveis de 2019 até finais de 2022, e as previsões que havia para 2030 foram relegadas para 2032 ou 2033".

O mercado asiático será o principal responsável pelo crescimento das frotas aéreas mundiais. "O crescimento da frota mundial na próxima década vai estar alavancado fundamentalmente pela China, com uma taxa anual de aumento da sua frota de aeronaves de 4,5%, até alcançar mais de 5.700 unidades em 2031, bem como por outros países da região da Ásia-Pacífico (4,5%), Próximo Oriente (2,8%) e Índia (com um crescimento à taxa anual de 8,7% até ultrapassar os 1.500 aviões em 2031)", diz a consultora.

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