segurança

EUA.Ikea faz recolha de 29 milhões de cómodas por questões de segurança

Em Portugal cadeia não está a fazer a recolha. "Os produtos IKEA cumprem os requisitos e normas de segurança em vigor", diz a marca

Nos Estados Unidos, a Ikea voltou a comunicar a recolha de milhões de cómodas e armários que não estão fixos à parede por questões de segurança. Pelo menos oito crianças já morreram depois da queda deste tipo de mobiliário. Em Portugal a cadeia sueca não está a fazer a recolha destes produtos.

“Os produtos IKEA cumprem os requisitos e normas de segurança em vigor em todos os mercados onde são vendidos, incluindo Portugal, pelo que não estamos a proceder à recolha destes produtos no nosso mercado”, diz fonte oficial da cadeia sueca ao Dinheiro Vivo.

“A segurança é uma prioridade para a IKEA. A IKEA EUA está a proceder à recolha de algumas cómodas da gama, devido a uma norma de segurança voluntária vigente nesse mercado”, diz a mesma fonte. “A queda de móveis altos é um desafio em toda a indústria de mobiliário e por isso reforçamos continuamente a importância de fixar os móveis à parede, conforme explicado nas instruções de montagem e através da nossa campanha Bem Seguro!. Caso o cliente não tenha essa possibilidade, aconselhamos a utilizar outra alternativa de mobiliário e decoração”, reforça.

A morte de uma criança de três anos na Califórnia em maio, encontrada por debaixo de uma cómoda Malmo que não estava segura na parede, levantou questões sobre se o Ikea tinha convenientemente feito a informação sobre a recolha de produto, iniciada em junho de 2016. A cadeia e os reguladores de segurança federais estão a pedir aos clientes ou para devolverem os produtos ou para os fixarem convenientemente. O recall, na ordem dos 29 milhões de peças de mobília, aplica-se a apenas a clientes nos Estados Unidos e Canadá.

A Ikea tem comunicado a recolha através dos media socias, website, televisão e anúncios de imprensa, tendo ainda enviado 13 milhões de emails há cerca de dois meses, disse o CEO CEO Lars Petersson, citado pelo The Independent. O reforço da comunicação é necessário “porque pensamos que é muito importante alcançar o maior número de pessoas possível”.

Pelo menos oito crianças morreram depois da queda de mobília não fixada, segundo dados da Consumer Product Safety Commission. A primeira morte aconteceu há 28 anos e a restantes depois de 2002.

Os advogados da família da criança que morreu em maio depois da queda de uma cómoda Malmo consideraram que a recolha da Ikea tinha sido “má publicitada” e sido “ineficaz na retirada destas cómodas instáveis e deficientes dos quartos das crianças”. A mesma equipa de advogados representou a família de três crianças que morreram depois de uma cómoda da cadeia lhes ter caído em cima. A Ikea chegou em dezembro a um acordo na ordem dos 50 milhões de dólares com as famílias.

 

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