Volkswagen

Evocação ao nazismo sem perdão para pequenos investidores da VW

Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen..(EPA/JENS SCHLUETER)
Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen..(EPA/JENS SCHLUETER)

Herbert Diess disse numa reunião que "os lucros libertam". Mesmo sem intenção, o gestor fez lembrar a expressão escrita nos portões de Auschwitz.

A expressão “os lucros libertam” pode custar a presidência executiva do grupo Volkswagen a Herbert Diess. Os investidores independentes do gigante automóvel alemão não aceitam o pedido de desculpas apresentado pelo gestor por causa da evocação, mesmo sem intenção, da expressão “o trabalho liberta”, que se encontra escrita nos portões do campo de concentração de Auschwitz.

“Penso que vai ser despedido”, afirmou um investidor norte-americano esta quarta-feira ao Financial Times. É que “o facto de a expressão ser tão ofensiva e indesculpável” tem mais efeito junto da empresa do que a recuperação que tem sido protagonizada por Herbert Diess. Ulrich Hocker, responsável pela DSW, a entidade que representa os pequenos investidores alemães, assinala que a frase proferida pelo líder da VW “não pode ser dita na Alemanha.

Por outro lado, Christian Strenger, membro fundador da comissão de corporate governance da Alemanha, considera que uma eventual saída de Herbert Diess “seria um erro muito grande”, tendo em conta as reforças que o gestor tem aplicado na empresa.

Ainda assim, é difícil entender a expressão utilizada por Herbert Diess, que visitou no final de novembro o campo de concentração de Auschwitz, onde centenas de milhares de pessoas foram mortas durante a II Guerra Mundial.

A estrutura acionista da empresa é controlada pela família Porsche, que tem uma posição de 53,1% no grupo automóvel alemão.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Assembleia Geral da EDP. Shengliang Wu e Luís Amado
(Diana Quintela / Global Imagens)

OPA chinesa à EDP está morta e enterrada. Como fica agora a relação com a CTG?

Foto: Global Imagens

Jovens licenciados portugueses com maior probabilidade de terem salários baixos

Instituto de Emprego e Formação Profissional

IEFP vai publicitar ofertas de emprego no estrangeiro

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Evocação ao nazismo sem perdão para pequenos investidores da VW