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EY: Prémio mostra “histórias fantásticas de empreendedorismo”

João Alves, líder da EY Portuga
João Alves, líder da EY Portuga

O candidato português ao prémio de empreendedor do ano é o CEO da Corticeira Amorim, António Rios Amorim.

Há três décadas que a EY premeia os empreendedores através do EY World Entrepreneur of the Year. Na edição deste ano, que se realiza como habitualmente no Mónaco, Portugal é representado pelo CEO da Corticeira Amorim, António Rios Amorim.

João Alves, líder da EY Portugal, sublinha que “este prémio é muitíssimo importante porque para a EY é uma forma de darmos a conhecer histórias fantásticas, que há pelo mundo fora, de empreendedorismo”. “Infelizmente, muito do que se faz bem nas economias, muitas vezes, fica debaixo do radar da comunicação social. [Por vezes] não são histórias que vendem e isto é a nossa forma de as projetar; muitas delas são histórias de sucesso conhecidas, mas há muitas que não são”.

Reiterando que este evento é uma oportunidade “fantástica” para as estórias de empreendedores “serem conhecidas”, João Alves defende que “o sucesso das economias não depende dos governos, depende das empresas e pessoas como estes empreendedores”. “Os governos têm como missão criarem condições para, mas quem catapulta as economias, quem faz crescer as economias são os empreendedores. Nos tempos atuais, mais do que nunca, a curva de crescimento das startups é muitíssimo acelerada. São estas empresas que estamos a ver aqui hoje que vão ser muitos dos líderes no curto prazo”.

António Rios Amorim, CEO da Corticeira Amorim, é o representante luso depois de ter vencido o prémio em Portugal. João Alves não esconde que acha o gestor como “uma escolha muito boa”.

Há 47 países a participar este ano com os vencedores escolhidos no país de origem. No próximo sábado à noite (16 de Junho) vai ser anunciado o vencedor mundial, obtendo assim o título de World Entrepreneur of the Year. A escolha do vencedor vai ser feita por um júri, composto sobretudo por empreendedores já galardoados com o título mundial, que recebeu informação detalhado sobre os vencedores dos países. Após esse processo, e já no Mónaco, os empreendedores nacionais são entrevistados com o júri. No sábado de manhã, é tomada a decisão e anunciada numa cerimónia horas depois.

“Tenho muita expetativa. Acho que ele [António Rios Amorim] tem uma história muito forte. O nosso candidato está aqui a representar um país, que é Portugal, mas na condição de líder mundial do seu produto. Claramente, para mim, é um aspeto importante. Mas o júri não olha só para esses aspetos; dá muito valor também ao devolver à sociedade não só na questão de sustentabilidade, mas também nos aspetos de responsabilidade social, que também [a empresa] faz bastante. Isto será um aspeto a considerar e depois há o aspeto também da formação da futura geração; a capacidade que o negócio tem para atrair o futuro”, defende João Alves.

António Rios Amorim é CEO da Corticeira Amorim desde 2001, tendo sucedido na liderança da empresa a Américo Amorim. Em Abril deste ano, a empresa revelou que ia investir cerca de 50 milhões de euros em 2018, entre inovação, reforço de capacidade industrial e novas instalações, para acomodar o crescimento do grupo.

No primeiro trimestre deste ano, a Corticeira Amorim, que está em bolsa há três décadas, teve lucros de quase 19 milhões de euros, o que representa um crescimento de mais de 9% face ao período homólogo do ano anterior.

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