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Fábrica de baterias da Tesla no Alentejo? Há cinco razões para acreditar que sim

Fotografia:  EPA/MIKE NELSON
Fotografia: EPA/MIKE NELSON

Apoio das autoridades japonesas poderá sensibilizar marca norte-americana a investir em Portugal

Exposição solar, espaço, envolvimento das autoridades japonesas, cultura e apoio das autoridades portuguesas. Estas são as cinco conclusões preliminares dos oito grupos de trabalho que estão a concluir um estudo sobre um possível investimento da Tesla na construção de uma fábrica de baterias (Gigafactory) em Portugal.

Tudo aponta para que o Alentejo seja a melhor região para acolher este investimento, conforme Rui Miguel Coelho, um dos fundadores do movimento “Bring Tesla Gigafactory to Portugal”, adiantou numa apresentação realizada na terça-feira na escola de negócios AESE, em Lisboa. Esta conclusão está suportada em cinco fatores, segundo as conclusões preliminares do estudo a que o Dinheiro Vivo teve acesso:

Espaço – Uma fábrica de baterias da Tesla necessita de pelo menos de uma área de pelo 12 quilómetros quadrados. O Alentejo é considerado o melhor local por isso e por também estar próximo do Porto de Sines, que pode beneficiar de fundos comunitários que permitam criar uma plataforma logística e de mercadorias para produção e exportação de veículos da marca norte-americana;

Apoio japonêsVários responsáveis das autoridades japonesas têm estado a acompanhar os oito grupos de trabalho constituído pelo movimento de apoio ao investimento da Tesla. Poderão sensibilizar a Panasonic, uma das principais investidoras da Tesla e que é “líder na investigação da sustentabilidade e longevidade de baterias”;

Reconhecimento norte-americano – A startup portuguesa InoCrowd, que resolve os problemas das empresas através de uma espécie de rede social da inovação, é uma das principais apoiantes do movimento que quer atrair o investimento da Tesla para Portugal. Depois de ter recebido investimento da Cisco, tem “dado nas vistas nos EUA e criou uma alavanca adicional de reconhecimento da excelência das competências dos engenheiros portugueses, o que importa e muito a Elon Musk”;

PortugalidadeO movimento de apoio à Tesla acredita que há uma forte ligação entre a cultura portuguesa e a cultura de desenvolvimento da Tesla. Criou, por isso, o acrónimo IDEA Factor, que junta inovação, disrupção, exploração e adaptação + ação. “Mais do que apenas critérios financeiros e fiscais, o CEO da Tesla move-se por critérios igualmente emocionais, o que dá vantagem adicional a Portugal”;

Apoio do Governo – A UMM foi a última marca automóvel 100% portuguesa de referência. Inicialmente uma desvantagem, a falta de uma grande empresa nesta indústria “pode facilitar o apoio governamental a uma marca como a Tesla. Todos os outros países candidatos têm marcas automóveis nacionais que podem por em causa o comprometimento anterior de fundos e políticas públicas.

As conclusões dos oito grupos de trabalho constituídos no final de fevereiro deverão ser conhecidas no próximo sábado, 25 de março, no festival de sustentabilidade GreenFest, que realiza-se em Torres Vedras. Há um total de 120 pessoas envolvidas neste projeto e que estão a trabalhar pro bono, ou seja, sem receber nada em troca. O estudo já mereceu o interesse do próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que quer conhecer as conclusões dos oito grupos de trabalho.

O movimento “Bring Tesla Gigafactory to Portugal” nasceu em novembro de 2016 e conta com mais de 70 mil seguidores na página gerida através do Facebook.

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