Fábrica de Gaia aposta nas bicicletas elétricas para a Europa

Após décadas a fabricar para outras empresas, RTE lança marca própria. Além do mercado doméstico, Alemanha e Suíça são os primeiros alvos.

Após 35 anos a fabricar para outras companhias, a RTE Bikes lança hoje a sua primeira marca própria. Através da BEEQ, a empresa de Vila Nova de Gaia aposta nas bicicletas elétricas e tem, além de Portugal, Alemanha e Suíça como primeiros alvos.

As bicicletas apenas podem ser compradas pela internet e há três modelos disponíveis: citadino, carga e montanha. A autonomia varia entre os 40 e os 100 quilómetros; o preço-base é de 2 mil euros. Cada bicicleta pesa entre 26 e 28 quilos.

Este projeto iniciou-se “há cerca de dois anos” e foi desenvolvido “sem grandes alterações na estrutura interna” da empresa de Gaia, adianta ao Dinheiro Vivo a responsável de marketing, Bárbara Rodrigues.

Isso acontece porque há vários anos que a RTE fabrica modelos elétricos para outras marcas, como a Decathlon - só em 2019, foram montadas 1,3 milhões de bicicletas para toda a Europa. Também não houve alterações na linha de montagem.

Sem falar em números de investimento, a empresa refere apenas que entraram “algumas pessoas” para as equipas de vendas e de marketing.

Apesar da concorrência dos modelos dobráveis, a BEEQ garante que vai fornecer “uma bicicleta elétrica de qualidade, maioritariamente produzida com componentes europeus, que deixe o cliente satisfeito e até surpreendido pela experiência de utilização”.

A aposta nas vendas online tem sobretudo a ver com os custos. “Com a venda direta, conseguimos proporcionar um preço mais baixo do se optássemos pelo modelo com distribuidor e lojista.”

Para experimentar e receber conselhos sobre estas bicicletas, há uma rede de lojas parceiras. É também naqueles locais que será feita a reparação dos veículos. A empresa também quer exibir os seus modelos em várias feiras.

A principal ideia passa por conquistar um público que, “ao escolher as bicicletas como um meio de transporte”, quer “manter um estilo de vida saudável e que ao mesmo tempo tem alguma preocupação ambiental”.

Novos modelos e países

A meta de produção para o “ano zero” da marca ronda as 1500 bicicletas, número que poderá crescer “conforme a procura do mercado”.

Entretanto, já estão a ser desenvolvidos novos modelos “para 2021 e para 2022” e a marca não descarta produzir bicicletas com outros formatos.

Em 2022, a BEEQ quer apostar em mais mercados europeus, como o Benelux - região que inclui Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo.

Incentivos

A nível nacional ou local, existem apoios para a compra de bicicletas. Os modelos elétricos, por serem mais caros, contam com mais ajuda.

A nível nacional, quem compra uma bicicleta elétrica pode receber um apoio de 50%, no valor máximo de 350 euros, através do Fundo Ambiental. Só que apenas existem 1000 'cheques' disponíveis e já foram recebidas 1289 candidaturas. Menos procura têm tido as ajudas para a compra de bicicletas convencionais, com apoios de 10%, no montante máximo de 100 euros.

Em junho, a câmara de Lisboa anunciou um programa de 1,5 milhões de euros para apoiar a compra de bicicletas elétricas e que pode cobrir até metade do preço, no máximo de 350 euros. Este apoio é cumulativo com o apoio do Estado. Há ainda um apoio de 100 euros para bicicletas convencionais, reservado a estudantes.

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