Indústria

Fabricante de cigarros britânico BAT vai despedir 2300

A British American Tobacco detém marcas como Lucky Strike”, “Dunhill”, “Kent” e “Rothmans”.  Fotografia: Michaela Rehle / Reuters
A British American Tobacco detém marcas como Lucky Strike”, “Dunhill”, “Kent” e “Rothmans”. Fotografia: Michaela Rehle / Reuters

O aumento do número de consumidores de cigarros eletrónicos é uma das justificações avançada.

O fabricante britânico de cigarros British American Tobacco (BAT) anunciou esta quinta-feira que vai despedir 2.300 trabalhadores como consequência da mudança dos hábitos e ao indústria

O grupo que ocupa um posto de destaque no setor confronta-se com a descida da compra de cigarros tradicionais anunciou que a reestruturação vai afetar os trabalhadores da BAT, a nível mundial, até 2020.

Os despedimentos representam cerca de 5% dos funcionários da empresa que emprega atualmente 55 mil pessoas em todo o mundo.

A BAT, que detém marcas como “Lucky Strike”, “Dunhill”, “Kent” e “Rothmans” refere no comunicado divulgado hoje que pretende “simplificar” a estrutura da empresa pelo que a redução de postos de trabalho pode afetar sobretudo o setor administrativo e “os lugares de responsabilidade”.

No mesmo comunicado, a BAT indica que quer acompanhar os novos modos de consumo, numa altura em que as populações “em muitos países desenvolvidos” mostram tendência para reduzir o tabagismo.

A empresa pretende também “fazer economias” para poder investir nos novos produtos nomeadamente nos cigarros eletrónicos.

A restruturação é uma das primeiras medidas de fundo adotadas pelo novo diretor geral da BAT, Jack Bowles, que assumiu funções no passado mês de abril.

“O meu objetivo é mudar as coisas para gerar confiança em relação aos novos produtos e simplificar significativamente a nossa maneira de trabalhar”, afirmou Jack Bowles.

Em agosto os produtores norte-americanos de cigarros Philip Morris e Atria anunciaram uma fusão para fazer face às mudanças dos hábitos de consumo dos tabagistas.

O anúncio do grupo BAT foi publicado poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a decisão de proibir a venda de cigarros eletrónicos aromatizados, nos próximos meses, justificando que se verifica um aumento de consumo do produto entre os estudantes dos Estados Unidos.

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