Coronavírus

Facebook, Intel e Cisco também não vão à Mobile World Congress

Fotografia: Sascha Steinbach / EPA
Fotografia: Sascha Steinbach / EPA

Há cada vez mais tecnológicas a anunciarem que não vão participar na Mobile World Congress, em Barcelona, devido aos receios em torno do coronavírus.

O coronavírus, que surgiu na China e que já ultrapassou as fronteiras asiáticas, está também provocar baixas no mundo tecnológico. Na última semana de fevereiro realiza-se em Barcelona a Mobile World Congress (MWC), um evento em que as grandes tecnológicas mundiais marcam presença. Contudo, há cada vez mais empresas a anunciar que não vão participar na edição deste ano do certame, devido aos receios de contágio do coronavírus.

As americanas Facebook, Intel e Cisco foram as últimas a anunciar que não vão deslocar-se ao evento na Catalunha e juntam-se assim a uma lista que conta com nomes como a Sony, a sul-coreana LG, a Ericsson, a Nvidia e a Amazon. A não participação do Facebook, escreve o jornal espanhol El País, é particularmente significativa uma vez que a organização tem apostado nos últimos anos em trazer as novas estrelas tecnológicas do mundo da web para MWC.

Em comunicado, citado pelo jornal Expansión, a tecnológica liderada por Mark Zuckerberg, indica que “como medida de precaução, os empregados do Facebook não vão assistir ao Mobile World Congress deste ano devido à evolução dos riscos para a saúde pública relacionados com o coronavírus”.

A Intel, por sua vez, diz, citada pela mesma fonte, que “a segurança e bem-estar de todos os nossos funcionários e sócios é a nossa principal prioridade, e retiramos da Mobile World Congress deste ano por precaução”.

Perante uma crescente lista de empresas a desistirem de participar no evento, a organização tem estado a ser pressionada para tomar uma decisão sobre a continuidade da conferência. Segundo os jornais espanhóis desta terça-feira, 11 de fevereiro, a organização do MWC terá convocado uma reunião do conselho para esta sexta-feira. Citando fontes do setor, as notícias avançadas indicam ainda que esta reunião poderá mesmo ser antecipada.

O conselho da GSMA é composto por 26 membros, com várias empresas e as principais operadoras de telecomunicações globais, sendo presidido por Stéphane Richard, da francesa Orange. Fazem parte do conselho gigantes como a Deutsche Telekom, Vodafone, AT&T, Verizon e a América Móvil.

O Expansión avança que as grandes operadoras de telecomunicações mantiveram ontem vários contactos para tentar clarificar que posição vão assumir em relação à participação no congresso. Os operadores preferem que seja a organização do evento a tomar uma decisão para não ficarem marcados como responsáveis de eventual cancelamento ou adiamento. Esta situação é particularmente clara no caso das operadoras com presença em Espanha e em que a Catalunha é um dos principais mercados. Por outro lado, a classe política espanhola tem apoiado a realização do evento.

Para o evento, em cima da mesa a questão é muito mais de imagem e reputação do que sanitária. As empresas que já tornaram público que não vão participar, indica o jornal, fazem-no alegando sempre o bem-estar dos seus trabalhadores e clientes. Se ocorrer um caso de infeção durante o evento, a reputação das empresas fica prejudicada.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

1400 empresas já pediram para aderir ao novo lay-off, apoios só a 28 de abril

Antonoaldo Neves, presidente executivo da TAP. Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens

TAP também vai avançar com pedido de layoff

Veículos da GNR durante uma operação stop de sensibilização para o cumprimento do dever geral de isolamento, na Autoestrada A1 nas portagens dos Carvalhos/Grijó no sentido Sul/Norte, Vila Nova de Gaia, 29 de março de 2020. MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Mais de 80 detidos e 1565 estabelecimentos fechados

Facebook, Intel e Cisco também não vão à Mobile World Congress