Farfetch admite que perdas podem ascender até 125 milhões até março

A empresa de venda de roupa de luxo indica que as perdas pode ser entre 70 e 125 milhões de dólares.

A Farfetch, plataforma luso-britânica de venda de artigos de luxo, estima que as perdas após impostos no primeiro trimestre deste ano possam oscilar entre os 70 milhões e 125 milhões de dólares, de acordo com o relatório preliminar, apresentado ao mercado. A empresa decidiu avançar com estes números iniciais para dar alguns dados aos investidores, numa altura em que a pandemia de covid-19 afeta vários negócios à escala global. Quanto ao EBITDA (resultado após juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado deverá ser negativo, ficando entre os 21 e os 25 milhões de dólares.

O valor total de mercadorias vendidas (GMV na sigla em inglês) terá registado uma subida entre os 43% e os 46%, com o crescimento das vendas através de plataformas digitais terá aumentado entre 17% e 19%. “Esperamos apresentar um crescimento da plataforma digital GMV no primeiro trimestre de 2020, suportado pelo desempenho da região da China, que continuou a crescer mais rápido que o global do Marketplace, e a partir de 1 de fevereiro de 2020 acelerou para um crescimento anual mais célere do que esta região cresceu na totalidade de 2019”, indica o comunicado.

José Neves, fundador e CEO da Farfetch, em comunicado, explica que a principal prioridade da empresa tem sido “proteger a saúde e bem-estar dos funcionários, parceiros e clientes”. “Ao mesmo tempo, continuamos focados em executar a nossa estratégia e objetivos financeiros”, indica o empresário português, que lançou a tecnológica apenas algumas semanas antes da crise financeira de 2008.

Recordando precisamente essa época, José Neves salienta que, “tal como fizemos durante a crise financeira de 2008, a Farfetch tem estado focada em apoiar a indústria de luxo a navegar neste ambiente que muda rapidamente e em dar uma plataforma para a indústria possa florescer no longo prazo”.

O líder da empresa nota ainda que as transições digitais devem representar uma “proporção grande para a indústria. Com o encerramento das lojas, com as restrições de viagens e com as mudanças nas preferências dos consumidores e de compras, esperamos ver uma aceleração desta mudança secular para o online”.

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