Tecnológica

Farfetch lança programa para startups tecnológicas na área do retalho

José Neves, CEO da Farfetch. Fotografia:  REUTERS/Toby Melville
José Neves, CEO da Farfetch. Fotografia: REUTERS/Toby Melville

A empresa luso-britânica lançou uma aceleradora tecnológica para startups que tenham a ambição de transformar o futuro do comércio.

A tecnológica luso-britânica Farfetch lançou uma aceleradora tecnológica, a Dream Assembly. Este programa de aceleração vai decorrer ao longo de 12 semanas e incluiu mentoria e conhecimento e facilitação de acesso a investidores. Candidaturas terminam em junho.

José Neves, fundador e CEO da Farfetch, defende, em conferência de imprensa realizada em Lisboa, que a empresa quer “apoiar as startups e contribuir com o que sabemos para que elas realizem os seus sucessos”.

“Começámos em Portugal e no Reino Unido desde o dia 1, com um escritório em Portugal e em Londres. Em Portugal fazemos quase toda a engenharia. Temos mais de mil colaboradores em Portugal”, recordou o líder da empresa que tem uma plataforma para a indústria da moda de luxo. José Neves defendeu que 2015 foi “um ano pivot” uma vez que foi nessa altura que a empresa decidiu deixar de ser apenas um “market place” para se transformar numa plataforma.

José Neves recordou, durante a conferência de imprensa, que quando começou “não tinha a mínima ideia de como fazer rondas, como construir uma equipa, [como desenvolver] toda a parte de internacionalização”. “Foram questões que fomos resolvendo com muitos erros e com muita energia. Queremos que este aprendizado que construímos durante dez anos (…) seja o principal contributo que queremos dar ao ecossistema”, assinalou.

“Por outro lado, vamos abrir as portas à nossa comunidade de boutiques, investidores – vamos facilitar as interações entre as empresas e os investidores. A ideia é darmos de volta. Ainda estamos no início de uma grande jornada. O que queremos é partilhar o que construirmos para que todo o ecossistema de startups possa beneficiar”.

António Costa, primeiro-ministro, marcou presença também no evento e sublinhou que a Farfetch deixa de ser simplesmente uma “plataforma para ser uma agregadora de ideias, projetos e empresas”. O que significa que a empresa “quer ajudar outras empresas a ajudarem a ser aquilo que a Farfetch é”. “É preciso que hajam muitas startups para que hajam algumas Farfetchs”, disse.

O primeiro-ministro assinalou ainda que a “Web Summit é excelente e uma grande oportunidade de aprendermos”. “Mas muito mais importante é termos a capacidade de formar aquilo que permitiu termos um ecossistema das startups: investir na educação, no ensino superior, na inovação”.

As candidaturas para o Dream Assembly já começaram e terminam no próximo dia 10 de Junho. O programa de aceleração vai decorrer em Lisboa. A Burberry e a capital de risco 500 Startups são parceiras da Farfetch neste primeiro programa.

Notícia atualizada às 11h30

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