Coronavírus

Faurecia de Palmela garante manutenção dos postos de trabalho

Faurecia tem seis fábricas em Portugal, um centro de tecnologias de informação e ainda duas parcerias. 
(Rui Manuel Ferreira / Global Imagens)
Faurecia tem seis fábricas em Portugal, um centro de tecnologias de informação e ainda duas parcerias. (Rui Manuel Ferreira / Global Imagens)

Um terço dos trabalhadores desta fábrica de componentes vai ficar em regime de lay-off até ao final de abril por não ter dias de saldo disponíveis.

A Faurecia, empresa de componentes automóveis instalada no Parque Industrial da Autoeuropa, vai aplicar o lay-off a 178 trabalhadores, mas garante os 520 postos de trabalho da fábrica, apesar da pandemia Covid-19, anunciou esta segunda-feira a Comissão de Trabalhadores.

Segundo um comunicado da Comissão de Trabalhadores, ao contrário do que deverá acontecer nas restantes unidades industriais da Faurecia em Portugal, a fábrica de Palmela, no distrito de Setúbal, vai garantir “todos os postos de trabalho” e “está neste momento a tentar encontrar soluções para os trabalhadores temporários”.

Em declarações à agência Lusa, Daniel Bernardino, coordenador da Comissão de Trabalhadores, disse que a grande maioria dos colaboradores vai permanecer em casa até ao dia de 30 de abril, contabilizando todos os dias de saldo que têm disponíveis, de descanso compensatório, férias de 2019 e `downdays´ (dias de não produção sem perda de rendimento) de 2019 e 2020.

Aos 178 trabalhadores que não têm dias disponíveis, será aplicado o decreto-lei 19-G/2020 (layoff), no período de 31 de março a 30 de abril, sendo que para o cálculo dos 2/3 do salário ilíquido que cada trabalhador vai receber, será contabilizado o subsídio de turno.

Segundo Daniel Bernardino, está igualmente garantido que todos os trabalhadores terão “um mínimo de 15 dias de férias no ano de 2020, independentemente dos que já foram utilizados”.

“Não foi o acordo ideal, mas reconhecemos que também houve um esforço da empresa para encontrar uma solução consensual, até porque a Faurecia poderia muito simplesmente aplicar o `layoff´ a todos os trabalhadores sem fazer qualquer negociação”, disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

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