Indústria

Feira de Hanôver: De Portugal já não vêm só moldes e peças

Antípoda foi uma das 37 empresas portuguesas que estiveram presentes na feira de Hanôver. Fotografia: EPA/MARKUS HIBBELER
Antípoda foi uma das 37 empresas portuguesas que estiveram presentes na feira de Hanôver. Fotografia: EPA/MARKUS HIBBELER

Laboratórios e empresas tecnológicas acompanham metalúrgicas nacionais na feira de Hanôver

Um robô autónomo movimenta-se num dos espaços da feira industrial de Hanôver e dá peças aos funcionários. Este é o exemplo de como a participação portuguesa na maior feira do mundo deste género já não se resume à exibição de moldes e peças técnicas.

O robô foi produzido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Tecnologia e Ciência (INESC TEC) para a Jasil, empresa de Braga que fabrica peças para scooters e motos. O INESC TEC conta com mais de 725 investigadores e faz a ligação entre o mundo académico e empresarial.

“A nossa força está na universidade. Há a necessidade de conhecer bem a linguagem das empresas”, assinala António Correia Alves, do centro de engenharia deste instituto. O INESC TEC também é consultor de logística interna do grupo IKEA. “Definimos uma estratégia para aumentar a produtividade sem aumentar o espaço”. Depois dos testes na fábrica de Paços de Ferreira, as recomendações de Portugal já chegaram às fábricas do IKEA na Suécia.

A tecnologia portuguesa também esteve em destaque: a Wavesys é uma startup que está a testar a internet sem fios na carreira 15E da Carris – em parceria com a NOS – e é responsável pelo wifi nos comboios Alfa Pendular e Intercidades, da CP. De olhos postos na expansão para o leste europeu, esta empresa também instala equipamentos de comunicação em torres eólicas.

Apesar de a feira ser cada vez mais digital, não falta espaço para a exibição de moldes e peças técnicas, a especialidade de Portugal. “As empresas metalúrgicas portuguesas fabricam peças para marcas que depois colaboram com a Volvo ou a Mercedes ou fornecem para gigantes como a Bosch e Scania”, assinala Rafael Campos Pereira, da AIMMAP, associação do setor.

Portugal esteve representado na feira de Hanôver com 37 empresas, mas já se admite que a participação nacional poderá ganhar outra dimensão em 2018, depois da visita do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.

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